Caso Vitória: mãe e padrasto são condenados por maus-tratos seguidos de morte em Joaçaba

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O caso da bebê Vitória, de apenas 8 meses, que comoveu Joaçaba e toda a região Oeste catarinense em agosto de 2025, teve um desfecho judicial. A Justiça condenou a mãe da criança e o padrasto pelos crimes de maus-tratos seguidos de morte contra a menina e maus-tratos contra o irmão dela, de 3 anos.

A mãe foi condenada a 20 anos, 2 meses e 19 dias de reclusão, enquanto o padrasto recebeu pena de 17 anos, 7 meses e 16 dias, ambos em regime fechado. Os dois seguem presos preventivamente desde 23 de agosto de 2025. Da decisão ainda cabe recurso.

Vitória morreu na noite de 20 de agosto de 2025, após ser internada em estado grave no Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba. A criança havia sido levada inicialmente pela mãe até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Herval d’Oeste.

Conforme apurado à época, exames identificaram diversas lesões antigas e recentes no corpo da bebê, incluindo fraturas nas costelas em diferentes estágios de consolidação, além de lesões no braço, no fêmur e no pulmão. Segundo a investigação, os ferimentos indicavam episódios sucessivos de violência.

A então delegada responsável pelo caso, Fernanda Gehlen, informou que as fraturas apresentavam características compatíveis com agressões ocorridas em momentos distintos.

Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar relatou que a mãe apresentou versões contraditórias sobre os fatos e teria tentado omitir a presença do padrasto da criança na residência da família.

Além das agressões contra Vitória, a Justiça reconheceu os maus-tratos praticados contra o irmão da bebê, que, na ocasião, ficou sob os cuidados da avó materna com acompanhamento do Conselho Tutelar.

O caso teve grande repercussão regional pela gravidade das lesões constatadas e pela morte da criança poucos dias após a internação.

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