Santa Catarina se prepara para enfrentar mais um episódio do El Niño, e desta vez as preocupações são maiores. Com 80% de probabilidade de o fenômeno se estabelecer entre julho e agosto, segundo o último boletim do Centro de Previsão Climática (CPC) da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a tendência é de um ano marcado por chuvas acima da média, e o setor agrícola está entre os mais vulneráveis aos impactos que se aproximam.
O gerente regional da Epagri em Criciúma, Edson Borba, acompanha de perto a evolução do fenômeno e orienta os produtores da região a se anteciparem. “As previsões são mais para a primavera ainda. Então, por enquanto, primeiro a gente tem que continuar acompanhando as atualizações das previsões, se isso vai realmente se confirmar. Há uma tendência de ser um ano bastante chuvoso, e sempre quando dá um ano bastante chuvoso, acaba impactando na produtividade das culturas. Aqui, para nós, na região, nós temos uma área bastante significativa de arroz, que pode, num primeiro momento, atrapalhar o preparo do solo. Então, já é bom o pessoal adiantar o preparo do solo dessas culturas, porque em um ano de muita chuva, fica mais difícil de fazer um preparo e um manejo bastante adequado. Então, isso é coisa que os produtores já estão encaminhando”, explica.
Últimos anos
A experiência dos últimos anos serve de alerta. O El Niño de 2023/24 já deixou marcas na agricultura regional, e Borba lembra os prejuízos causados. “Em relação a 2023, 2024, que a gente teve também um ano de El Niño, culturas como a mandioca e o fumo foram, de certa forma, atingidas, que acabam aumentando a incidência de podridões, encharcamento do solo, e poderá chegar a situações de cheias, enchentes, que isso aí são coisas que têm que agir no preventivo, sempre de manter canais de drenagem limpos”, diz. Com informações do TNSul.



