Operação Pão e Circo mira cartel de fraude em licitações de shows em 18 cidades catarinenses

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Madrugada ainda escura em 18 cidades catarinenses quando as equipes do GAECO bateram às portas. Na manhã desta terça-feira (07), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público de Santa Catarina, ao lado da Polícia Civil, deflagrou a Operação “Pão e Circo” para desmontar o que descreve como um cartel montado para dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional em municípios do estado.

Ao todo, são 50 mandados de busca e apreensão cumpridos em 19 municípios, 18 em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário apontado como peça do esquema. A ação parte da Divisão de Investigação Criminal de Canoinhas e conta com apoio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC.

O alvo é um grupo de empresários do setor de eventos que, conforme a investigação, ao longo dos anos estruturou e colocou em prática um esquema de fraude em licitações para eliminar a concorrência, manipular preços e dominar a contratação de grandes atrações. Segundo o Ministério Público, o objetivo era claro: derrubar concorrentes, controlar os valores pagos pelo poder público e garantir a fatia mais gorda de um mercado movimentado por shows de renome nacional.

Propina por baixo do palco

As fraudes, porém, seriam só parte da engrenagem. De acordo com o GAECO, empresários e agentes públicos recorriam ao pagamento e ao recebimento de propina para viabilizar o esquema, e à lavagem de dinheiro para esconder os valores obtidos com as irregularidades. Era o dinheiro público bancando o show enquanto o desvio corria por baixo do palco.

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