Os primeiros pedágios eletrônicos nas rodovias federais do Oeste de Santa Catarina devem entrar em operação entre maio e junho de 2027. A previsão integra o cronograma do Ministério dos Transportes para a concessão dos lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina, que abrangem trechos das BRs-153, 282, 470 e 480. O projeto, no entanto, ainda está em fase de audiência pública e pode sofrer alterações antes da publicação do edital definitivo.
O novo modelo adotará o sistema de livre passagem, conhecido como free flow, que dispensa as tradicionais praças de pedágio. A cobrança será realizada por meio de pórticos eletrônicos instalados ao longo das rodovias, e o motorista pagará apenas pela distância efetivamente percorrida.
Segundo informações do NSC, os lotes 1 e 3 somam cerca de 683 quilômetros de rodovias federais em Santa Catarina. O lote 1 compreende 516,6 quilômetros das BRs-153, 282 e 470, ligando a divisa com o Rio Grande do Sul ao município de Navegantes, no Litoral Norte. Já o lote 3 concentra os investimentos no Oeste catarinense, com 166 quilômetros de extensão, incluindo trechos da BR-153 entre a divisa com o Paraná e o entroncamento com a BR-282, da BR-282 entre Irani e Chapecó e da BR-480 até a Avenida Leopoldo Sander, em Chapecó.
A cobrança será totalmente eletrônica. Os pórticos contarão com câmeras e sensores para identificar automaticamente os veículos. Motoristas que utilizarem uma tag eletrônica terão a passagem registrada de forma automática e poderão contar com tarifas diferenciadas. Já os veículos sem o equipamento serão identificados pela leitura da placa, e o pagamento deverá ser realizado posteriormente pelos canais da concessionária.
De acordo com o Ministério dos Transportes, o objetivo é tornar a cobrança mais justa, permitindo que cada usuário pague apenas pelo trecho percorrido, eliminando a cobrança única praticada nas praças convencionais.

O projeto prevê a instalação de 18 pórticos de cobrança nos lotes 1 e 3. No Oeste catarinense, os equipamentos deverão ser instalados nos municípios de Concórdia, Joaçaba, Erval Velho, Campos Novos, Água Doce, Irani, Xaxim e Faxinal dos Guedes.
Segundo o governo federal, a escolha dos locais foi baseada em estudos técnicos sobre fluxo de veículos, tráfego e mobilidade regional. A proposta busca reduzir distorções do modelo tradicional de pedágio, em que motoristas que percorrem pequenos trajetos pagam o mesmo valor daqueles que utilizam longas distâncias.
Apesar da cobrança proporcional ao percurso, o projeto não prevê descontos específicos para moradores das cidades cortadas pelas rodovias nem benefícios para usuários frequentes.
Antes da implantação, o modelo de concessão ainda passará por novas etapas. Após o encerramento da audiência pública, as contribuições da sociedade serão analisadas pelo Ministério dos Transportes e, na sequência, o projeto será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), que poderá sugerir ajustes.




