A BR-101 concentrou 2.063 dos 4.221 acidentes registrados nas rodovias federais de Santa Catarina entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Assim, a rodovia respondeu por quase metade das ocorrências no Estado e também reuniu 10 dos 16 trechos considerados mais perigosos no período.
BR-101 lidera número de acidentes
Além do alto número de ocorrências, a BR-101 também registrou 66 mortes e 2.234 pessoas feridas no primeiro semestre. A rodovia atravessa o litoral catarinense e recebe diariamente um intenso fluxo de veículos.
Segundo a PRF, a urbanização ajuda a explicar esse cenário. Ao longo da BR-101, o trânsito local se mistura ao movimento de veículos que apenas atravessam o Estado, além de caminhões, motocicletas, entregadores, estudantes e pedestres. Com isso, o volume de circulação aumenta a disputa por espaço e, consequentemente, o risco de acidentes.
Quais são os trechos mais perigosos?
Ao todo, a PRF listou 16 trechos com maior número de ocorrências. Destes, 10 ficam na BR-101. Os demais estão distribuídos entre as rodovias BR-470 e BR-280.
Os trechos da BR-101 apontados pela PRF ficam entre os quilômetros 100 e 150, 190 e 230, além do segmento entre os quilômetros 200 e 220 e outro entre os quilômetros 310 e 320.
A BR-470 aparece em quatro posições do ranking, enquanto a BR-280 ocupa uma. O levantamento também inclui outro trecho da BR-470 entre os quilômetros 170 e 180.
BR-282 aparece em segundo lugar
Depois da BR-101, a BR-282 registrou o maior número de acidentes no primeiro semestre, com cerca de 782 ocorrências. A rodovia também contabilizou 1.013 feridos e 43 mortes.
Na sequência, aparecem a BR-470, com 556 acidentes, 661 feridos e 38 mortes, e a BR-280, com 489 ocorrências, 608 feridos e 26 mortes.
PRF orienta motoristas
Diante do cenário, a PRF reforça medidas básicas para reduzir o risco nas rodovias. Antes de viajar, o motorista deve planejar o trajeto, conferir as condições do veículo e verificar pneus, óleo, água e equipamentos obrigatórios.
Além disso, a corporação recomenda pausas para descanso a cada três horas. Durante a noite, a orientação é evitar viagens sempre que possível, devido à menor visibilidade.
Em caso de chuva ou cerração, o motorista deve reduzir a velocidade imediatamente e aumentar a distância em relação ao veículo da frente. Assim, diminui o risco de aquaplanagem e de colisões.





