O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra cinco integrantes de uma suposta organização criminosa armada investigada por praticar extorsões reiteradas em Itapiranga e região. A denúncia foi apresentada pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital nesta sexta-feira (21) e aguarda o recebimento pela Justiça.
De acordo com a denúncia, a organização mantinha uma estrutura definida, com integrantes responsáveis pela coordenação das ações, pela execução das cobranças e ameaças e pela movimentação dos valores obtidos com as extorsões. As investigações apontam que o grupo utilizava perfis em redes sociais para expor publicamente vítimas, publicar conteúdos intimidatórios e realizar cobranças acompanhadas de graves ameaças.
A 39ª Promotoria de Justiça descreve uma sequência de possíveis crimes praticados contra diversas vítimas da região. Conforme apurado, os investigados teriam exigido pagamentos sob ameaça de morte, realizado abordagens presenciais em residências, utilizado vídeos de agressões e imagens de armamentos para intimidar vítimas e familiares e, em alguns casos, obtido dinheiro por meio de transferências eletrônicas. Também são relatados casos em que vítimas foram coagidas a entregar bens como forma de garantia das cobranças impostas pelo grupo.
A denúncia registra que os investigados utilizavam armas de fogo como instrumento de intimidação e fortalecimento das atividades criminosas. Durante a investigação, foram apreendidos vídeos e imagens em que integrantes do grupo aparecem exibindo e manuseando revólveres, fuzis e outras armas longas.
Além das extorsões, o MPSC denunciou um dos integrantes por tráfico de drogas. Segundo a acusação, ele teria utilizado a mesma estrutura digital empregada pelo grupo para divulgar e oferecer entorpecentes por meio da internet.
A gravidade das condutas atribuídas ao grupo pode resultar em mais de 50 anos de pena, caso haja condenação ao final do processo. O Ministério Público sustenta que se trata de uma atuação criminosa reiterada, estruturada e marcada pelo emprego de violência psicológica intensa, ameaças de morte, exposição pública de vítimas e uso de armas para assegurar o sucesso das extorsões.
Na denúncia, o MPSC também requer a condenação dos acusados ao ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas e ao pagamento de indenizações por danos morais individuais e coletivos. Para os danos morais coletivos, foi pedido o valor mínimo de R$ 100 mil, em razão do impacto das ações criminosas sobre a segurança e a tranquilidade da comunidade local.
A ação foi ajuizada perante a Vara Estadual de Organizações Criminosas, em Florianópolis, e aguarda análise da Justiça para seu recebimento. A partir do recebimento da ação, os acusados passam a figurar como réus em ação penal.




