O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) alerta a população sobre um golpe que vem sendo aplicado em Lages com o uso indevido do nome do Poder Judiciário e de representante da Câmara de Vereadores. A fraude já levou pelo menos seis pessoas a procurar o Fórum da comarca para relatar abordagens feitas por criminosos.
De acordo com as informações apuradas, o golpe começa com o contato de um perfil falso que se apresenta como a vereadora Bruna Uncini. Os golpistas oferecem uma suposta contratação para o transporte ou frete de cestas básicas e convencem a vítima a seguir com as tratativas.
Na sequência, a pessoa é direcionada a outro integrante do esquema, que se identifica falsamente como o juiz “Marco Aurélio”. O suposto magistrado informa que as cestas básicas devem ser retiradas no Fórum de Lages. Essa orientação é dada para dar aparência de legitimidade à negociação.
Durante a fraude, os criminosos simulam o pagamento pelo serviço de transporte. Em seguida, alegam ter feito um depósito com valor superior ao combinado e pedem que a vítima devolva a diferença supostamente recebida a mais.
O prejuízo ocorre justamente nesse momento. A vítima realiza a transferência do valor solicitado, acreditando estar devolvendo um excedente. Na prática, porém, o depósito original é falso ou inexistente. Até o momento, há confirmação de duas pessoas que sofreram perdas financeiras. Uma delas transferiu R$ 3 mil aos criminosos e a outra, R$ 380.
O Fórum de Lages esclarece que não realiza esse tipo de contratação por aplicativos de mensagens nem solicita devoluções de valores relacionadas a fretes ou serviços. O Poder Judiciário também não utiliza magistrados para intermediar negociações dessa natureza com cidadãos.
O que fazer
Ao receber mensagens com esse tipo de conteúdo, a orientação é que a população desconsidere o contato, não clique em links enviados pelos golpistas e evite realizar qualquer transferência bancária. Em caso de suspeita ou prejuízo, a recomendação é registrar boletim de ocorrência e comunicar o fato às autoridades competentes.
O uso indevido do nome de instituições públicas e de autoridades é uma prática comum em golpes virtuais, por isso, é preciso ter atenção redobrada diante de propostas incomuns, especialmente quando envolvem pedidos de transferência de dinheiro.
DCOM/TJSC






