Sarto defende leilão do prédio dos Correios e mudança para estrutura menor em Joaçaba

Política

Alvo de constantes críticas por parte da população joaçabense em razão da necessidade de manutenção, a sede dos Correios, localizada na área central de Joaçaba, tornou-se tema de uma Moção de Apelo apresentada na Câmara de Vereadores pelo vereador Leandro Sarto.

Na Moção de Apelo nº 012/2026, já aprovada em plenário e que será encaminhada à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), ao Ministério das Comunicações, bem como aos deputados federais e senadores de Santa Catarina, Sarto sugere a realização dos estudos técnicos necessários para a eventual inclusão do imóvel nos procedimentos de alienação de bens da empresa.

A proposta leva em consideração que os Correios vêm disponibilizando imóveis em diversas regiões do país para venda, inclusive por meio de leilões, como forma de angariar recursos diante da crise financeira enfrentada pela estatal, que somente em 2025 registrou prejuízo superior a R$ 8 bilhões.

Sarto defende a manutenção dos serviços dos Correios em Joaçaba, mas entende que a atual estrutura é maior do que a necessária para o atendimento realizado atualmente no município. Além disso, afirma que as condições do imóvel contrastam com sua localização privilegiada, em uma das áreas mais valorizadas e representativas da cidade.

O prédio, situado em frente à Catedral Santa Teresinha, poderia dar lugar futuramente a um espaço moderno e valorizado, enquanto os Correios poderiam continuar prestando seus serviços normalmente em uma estrutura menor, mais prática e adequada às atuais necessidades da população.

“Não se mostra razoável que um patrimônio público de elevado valor econômico permaneça nessas condições enquanto os Correios acumulam prejuízos bilionários e, ao mesmo tempo, colocam imóveis à venda em diferentes regiões do país. Defendemos que esse imóvel também seja analisado para eventual alienação”, avalia o vereador.

Por fim, Sarto reforça que a proposta não pretende retirar os Correios de Joaçaba. “Os serviços precisam permanecer no município. O que entendemos é que hoje eles podem funcionar perfeitamente em uma estrutura menor, mais eficiente e mais prática, liberando um imóvel extremamente valorizado para uma nova utilização”, conclui.

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