O PL conquistou os três cargos de governador na região Sul nas eleições de 2026. Além votar majoritariamente em Flávio Bolsonaro, os estados sulistas elegeram os chefes do Executivo do partido em 1º turno: Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul, com 58,05% dos votos válidos; Jorginho Mello, em Santa Catarina, com 68,98%; e Sergio Moro, no Paraná, com 50,10%.
Os três se encontram nesta quarta-feira (7), em Brasília. Esse pode ser o ponto de partida para uma atuação conjunta das unidades federativas em áreas como economia, infraestrutura, logística e segurança pública.
“Tenho muita sorte também de ser eleito com o Jorginho, que é do meu partido, Sergio Moro, que também é do PL. A gente tem um alinhamento muito grande e as pautas são as mais diversas”, afirmou Zucco.
O futuro governador gaúcho levantou em diversos momentos da corrida eleitoral o desejo da criação de um fundo constitucional para as região Sul, a exemplo do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).
O FNO e o FNE, juntamente a os outros fundos constitucionais, podem ser considerados como um dos principais instrumentos de financiamento da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) visando, sobretudo, a contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Norte e do Nordeste, com o objetivo de reduzir as desigualdades sociais e regionais.
“Um Fundo Constitucional do Sul daria um fôlego de em torno de R$ 4 bilhões (para o RS anualmente). Não pode acontecer de ter um Fundo Constitucional do Centro-Ieste, do Norte, do Nordeste, e não ter também aqui para a nossa região. Estou convicto que a gente vai conseguir avançar”, diz Zucco.
Moro vê com bons olhos a possibilidade e afirma que a Região Sul é “negligenciada”.
“Seria interessante, porque temos vários fundos de desenvolvimento para o Norte e para o Nordeste, e o Sul, realmente, ficou negligenciado. Então, é algo que a gente sempre tem que discutir o formato”, declarou ao g1.
Zucco ainda cita a área da segurança pública e destaca a concessão ferroviária da malha sul como um tema a ser debatido entre os chefes de Executivo.
“Quero procurar o Jorginho, procurar o Sergio Moro, para que a gente possa fazer e propor uma concessão que realmente seja eficiente e atrativa. Se falou sobre dividir em três blocos, deixando o Rio Grande do Sul separado. Isso é muito ruim. Acho que a pauta prioritária de momento é o modal ferroviário junto a esses três estados”, analisa.








