Lula embarca em agenda internacional enquanto o Brasil enfrenta pressão econômica crescente. Uma semana após o mercado reagir à reeleição com a maior alta semanal do dólar desde 2008 e um circuit breaker na Bolsa, o presidente anunciou quatro viagens internacionais até dezembro. A agenda inclui a COP31 em Antália (11 e 12 de novembro), visita a Manila (13 a 15 de novembro), Cúpula do Mercosul em Montevidéu (4 e 5 de dezembro) e o G20 na Flórida, com Donald Trump como anfitrião.
Enquanto isso, questões internas aguardam respostas do governo. O Brasil não sabe quem comandará a Fazenda no quarto mandato e qual será a nova regra fiscal para os próximos anos.
📊 Indicadores econômicos preocupam
Os números revelam a gravidade da situação: a dívida pública beira 83% do PIB, a taxa Selic está em 13,75% e o Brasil voltou a ser devedor externo líquido pela primeira vez desde 2007. A revista The Economist já alertou que, sem mudança de rumo, a perspectiva é crise fiscal e recessão profunda.
O mercado pede sinais de estabilidade fiscal; o presidente oferece um itinerário internacional.
💰 Histórico de gastos em viagens
Levantamentos anteriores apontam despesas significativas com deslocamentos presidenciais. Em setembro, a Revista Oeste revelou que R$ 3,23 milhões foram pagos a hotéis de Nova York durante a Assembleia-Geral da ONU. Em julho, as despesas com cartões corporativos somavam R$ 55,4 milhões, e as viagens internacionais totalizavam R$ 972 milhões desde 2023.
🎯 Prioridades em questão
Especialistas apontam que as primeiras semanas de um mandato definem sua credibilidade institucional. Em dezembro de 2002, antes da posse, Lula anunciou Palocci e Meirelles para acalmar um mercado em pânico. Agora, com o câmbio pressionado e o colchão externo comprometido, a ausência de anúncios domésticos contrasta com o calendário externo repleto.








