Brasil – Os pais e responsáveis por crianças com idade a partir de 12 meses e menos de 5 anos estão convocados a levar seus filhos aos postos de vacinação a partir de segunda, 6 de agosto, quando começa a Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e
Sarampo. Mesmo as crianças que já receberam as vacinas anteriormente devem ser
imunizadas. A meta é vacinar ao menos 95% das crianças dessa faixa etária. A campanha é voltada exclusivamente às crianças e termina em 31 de agosto. O Dia D da campanha será em 18 de agosto.
O Brasil não registra casos de poliomielite (paralisia infantil) desde 1989. O controle da doença, que não tem tratamento e pode deixar sérias sequelas, só foi possível graças às campanhas sistemáticas de vacinação da população. Entretanto, uma vez que o vírus continua em circulação no mundo, ele pode voltar a fazer vítimas no Brasil, caso os índices de cobertura vacinal fiquem abaixo da meta.
SARAMPO – No caso do sarampo, a preocupação é evitar que o número de casos da
doença aumente. Desde o início do ano, o Ministério da Saúde já confirmou mais de 800
casos de sarampo no Brasil, a maioria no Amazonas e em Roraima. Outros 3.800 casos
estão em investigação. A doença foi confirmada ainda em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul, Rondônia e Pará.
PREOCUPAÇÃO – Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o sarampo
está presente em pelo menos 10 países das Américas além do Brasil. O maior número
de casos confirmados é na Venezuela, com mais de 1.600 registros em 2018. A doença
também foi identificada no Canadá, Estados Unidos, México, Peru, Colômbia, Equador,
Antígua e Barbuda, Guatemala e Argentina.
Em 2016, a Opas declarou a região das Américas área livre do sarampo, porque não
havia mais ocorrência da doença. Essa conquista que pode ser perdida se novos casos
da doença continuarem a aparecer.
COBERTURA – Nos últimos anos, o Ministério da Saúde tem notado queda nos índices
de cobertura de diversas vacinas. No caso específico do sarampo, a imunização é feita
através da aplicação de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de vida e uma
dose da vacina tetra viral aos 15 meses, considerado reforço da primeira.
Dados preliminares do Ministério da Saúde mostram que no ano passado 85,2% das
crianças brasileiras que deveriam ter tomado a vacina tríplice foram vacinados e 69,9%
tomaram a tetra viral, bem abaixo da meta de 95%.


