Estado – A Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc) está preocupava com a escassez de milho no mercado interno brasileiro em 2020. A falta pode causar sérios prejuízos para as cadeias produtivas de aves e suínos e para o parque agroindustrial.
A insuficiência de milho será decorrência da seca, das queimadas, atraso no plantio e redução de área cultivada, além do aumento das exportações do grão em face da situação cambial favorável.
Segundo o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, o Brasil vai alcançar uma safra recorde que deve atingir 101 milhões de toneladas. Desse volume, 60 milhões de toneladas ficarão para consumo interno e outros 40 milhões de toneladas serão exportadas. Até agora já foram embarcadas 27 milhões e outros 13 milhões serão oportunamente exportados.
O Brasil iniciará 2020 muito vulnerável, com estoque baixos e totalmente dependente do clima. Como o preço de mercado nunca esteve abaixo do preço mínimo, o Governo não se preocupou em fazer estoques.
A saída será buscar milho no mercado internacional. Nesse caso, agroindústria e produtores pagarão pelo elevado custo de internação/interiorização do produto no país em razão das deficiências logísticas – más condições das rodovias, ferrovias, portos e terminais.
Em Santa Catarina, o déficit de milho – cerca de 3,3 milhões de toneladas a cada ano – é suprido pelas importações interestaduais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, além das importações da Argentina e Paraguai. A soja é a principal concorrente em área com o milho no Estado.


