Cadela enterrada viva por adolescentes em SC tinha microchip com dados do tutor

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A cadela enterrada viva em Joinville tinha microchip identificador com os dados do tutor registrados no sistema. O caso foi descoberto no dia 6 de fevereiro, após denúncia de maus-tratos em um condomínio no bairro Jardim Paraíso.

O animal foi encontrado coberto por terra, ainda com vida, e apresentava sinais de dificuldade respiratória. Inicialmente, havia suspeita de envenenamento, hipótese posteriormente descartada por exames.

A ação de resgate foi conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina, que iniciou investigação para apurar os responsáveis.

Microchip ajudou a identificar tutor da cadela enterrada viva em Joinville

Após o resgate, foi constatado que a cadela havia sido microchipada em 2024. O dispositivo permitiu o acesso aos dados de contato do tutor registrado.

Segundo o Centro de Bem-Estar Animal de Joinville, o número informado no cadastro foi acionado. A pessoa que atendeu afirmou que o animal havia sido doado a terceiros. As informações foram repassadas à Polícia Civil, que deu continuidade à apuração.

A cadela recebeu o nome de Bonnie após o resgate. Ela está grávida de cinco filhotes e permanece em tratamento, em estado estável, em clínica conveniada ao município.

Investigação aponta participação de adolescentes

De acordo com a investigação preliminar, o crime teria sido cometido por adolescentes e uma mulher que exercia funções profissionais no condomínio onde o animal foi encontrado.

Nesta terça-feira 24, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. O objetivo é reunir provas e esclarecer a dinâmica dos fatos.

A Polícia Civil também apura se houve participação de outras pessoas e se existem responsabilidades adicionais a serem atribuídas.

Cadela enterrada viva em Joinville aguarda adoção
Após a recuperação e o nascimento dos filhotes, Bonnie deverá ser disponibilizada para adoção responsável.

O caso reacende o debate sobre maus-tratos contra animais e reforça a importância do microchip como ferramenta de identificação e responsabilização.

As investigações seguem em andamento.

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