Embora o inverno ainda pareça distante, produtores de gado de corte e leite em Santa Catarina já se preparam para garantir o pasto da estação fria com o azevém-anual SCS316 Altovale. Desenvolvido pela Epagri em parceria com a Cravil e lançado em 2021, o cultivar terá uma oferta recorde de 600 toneladas de sementes em 2026 — volume dez vezes superior ao do ano passado e capaz de cobrir até 30 mil hectares.
O grande diferencial desta variedade é a combinação de precocidade, permitindo o primeiro pastejo entre 40 e 50 dias, com um ciclo de produção estendido por até dois meses adicionais em relação a outros azevéns. Com teor de proteína entre 25% e 30%, o Altovale traduz-se em alto ganho de peso animal e maior produtividade leiteira, além de apresentar rápida rebrota, resistência a geadas e excelente adaptação a climas mais quentes, o que permite seu cultivo em todo o estado, do litoral às áreas de altitude.
O sucesso do cultivar é comprovado no campo por produtores como a família Krug, em Presidente Getúlio, que utiliza o material desde a fase de testes e destaca sua longevidade até novembro e a facilidade de germinação mesmo sob pastagens perenes. Da mesma forma, em Santa Terezinha, o produtor Mario Ogliari relata que as folhas largas e o volume da planta mantêm as vacas pastando o dia todo, resultando em aumentos significativos na produção de leite.
Para obter esses resultados, os pesquisadores recomendam o plantio entre fevereiro e junho, dependendo da altitude da região, com uma densidade de 20 a 25 kg de sementes por hectare. O manejo ideal deve ser o pastejo rotacionado, com entrada dos animais quando o pasto atinge 20 cm e saída aos 12 cm, sempre acompanhado de uma adubação nitrogenada estratégica.
Atualmente, produtores enquadrados no Pronaf podem acessar as sementes via “kit forrageiras” nos escritórios da Epagri, enquanto os demais podem adquiri-las na Cravil, em cooperativas parceiras ou agropecuárias das regiões Oeste e Meio-Oeste catarinense.









