A perícia de material genético na investigação da morte de Milena Eduarda Deckert Schreiber apontou a presença do DNA do jovem de 17 anos suspeito de cometer o ato infracional, conforme Humberto Meister, advogado da família da jovem de 15 anos. Milena morreu no dia 20 de setembro do ano passado, após sofrer uma hemorragia.
O inquérito do caso é sigiloso. A família, porém, informa, através de sua defesa, que Milena foi dopada e estuprada durante uma comemoração, e acabou morrendo.
O advogado disse ao G1 que teve acesso ao laudo de perícia. Segundo ele, outras pessoas também tiveram material genético coletado e comparado, mas nenhuma com resultado compatível. Por isso, para Meister, a participação de outras pessoas no ato infracional está descartada.
Meister explica ainda que o Ministério Público deve ouvir o suspeito. “Estamos aguardando para ver a versão que ele dá”, informa o defensor.
O inquérito foi concluído com pedido de internação ao jovem. “A família compactua desse entendimento. Aguardamos esses próximos atos esperando que haja a representação do MP para a internação provisória, para ele responder ao processo de 45 dias, que é o tempo de tramitação, e ao final esperamos que haja o reconhecimento do ato infracional”, diz.
Milena morreu após sofrer uma hemorragia, durante uma comemoração na localidade de Capão Bonito, interior de Ijuí. Segundo a família, ela foi dopada, estuprada e morreu em decorrência dos ferimentos.
O advogado da família aponta que um laudo pericial já havia comprovado a presença de duas substâncias na urina de Milena, que teriam tirado a capacidade de defesa da adolescente. “Uma de natureza anestésica e outra de natureza sedativa. Foi aí que se compreendeu o que tinha acontecido. Porque ela não tinha reagido nem pedido socorro ou oferecido resistência de qualquer forma”, afirma.
O advogado Guilherme Kuhn, que trabalha na defesa do adolescente de 17 anos, disse, por meio de uma nota, que “a defesa se manifestará no momento oportuno e acredita que, com segurança e tranquilidade, demonstrará a inocência do ‘suspeito'”. (Informações G1/RS)




