Defesa de acusado de envolvimento em homicídio em Capinzal entra com recurso para afastar júri

Segurança

Capinzal – O juiz da 2ª Vara da comarca de Capinzal, Daniel Radünz, recebeu recurso em sentido estrito em favor de Evandro Domingos França, pronunciado pelo magistrado para ser submetido a júri popular – juntamente com Lariane dos Santos, Valdecir Moreira e Edivaldo Bazilio da Silva – pela morte de Adilson Pereira Batista.

A defesa, através da advogada Fabiana Matzenbacher, pleiteia a absolvição do réu com argumento da suposta fragilidade de provas. Os quatro são acusados do homicídio cometido no centro de Capinzal e estão em  prisão preventiva. Como cabe recurso da sentença de pronúncia, a defesa de Evandro Domingos França já o interpôs.

A advogada Camilla Raquel Hilgert, que faz a defesa de Edivaldo Bazilio da Silva, informou que decidiu não protocolar o recurso à sentença de pronuncia pelo fato de que o réu em seu interrogatório tanto na fase policial, como judicial confessou em parte o crime, apesar que a defesa acredita que o crime não tenha sido homicídio doloso, mas sim lesão corporal seguida de morte.

“Não recorremos porque eles estão presos há mais de um ano e o juiz na sentença manteve a prisão de todos. Neste sentido recorrer ao Tribunal, tentando a desclassificação, seria uma medida apenas para atrasar o julgamento, já que as decisões do tribunal em crimes análogos são unânimes em enviar ao júri popular. Então, não quero atrasar ainda mais o julgamento, mesmo porque eles estão presos há muito tempo, contrariando as normas do Código de Processo Penal”, descreveu.

Os réus são acusados de homicídio qualificado pelo motivo fútil e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima Adilson Pereira da Silva, 33 anos. Constam nos autos que no dia 26 de janeiro de 2016, por volta das 22h, debaixo da ponte Irineu Bornhausen, os denunciados teriam amarrados as mãos da vítima e espancaram-no com diversos socos, pontapés e pauladas, cujas lesões causaram a morte de Pereira, conforme apontou laudo pericial. Os acusados costumam dormir embaixo da ponte.

No dia do crime, os réus estariam reunidos com a vítima no local. Os envolvidos teriam ingerido bebida alcoólica e fazer uso de entorpecente (tíner). Em dado momento teria iniciado uma discussão motivada pelo fato de ter vindo à tona comentários de que a vítima teria, no passado, estuprado a própria mãe, bem como porque em data anterior Pereira teria assediado a denunciada Lariane enquanto ela dormia.

Na sequência, todos os denunciados teriam iniciado uma série de agressões físicas contra a vítima. Um pedaço de pau também teria sido usado contra Pereira. Os denunciados também teriam tentado asfixiá-lo colocando uma sacola plástica em sua cabeça. Posteriormente, os acusados teriam jogado o corpo de Pereira barranco abaixo, nas proximidades. O caso foi investigado pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Joaçaba.