Três prefeitos de cidades de Santa Catarina foram presos preventivamente nesta terça-feira (6), em uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A investigação está relacionada a suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina. Os políticos são investigados por suspeita de corrupção.
Foram presos Deyvison Souza, de Pescaria Brava, Sul catarinense; Luiz Henrique Saliba, de Papanduva, no Norte; e Antônio Rodrigues, de Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte.
A operação “Mensageiro” cumpre 15 mandados de prisão preventiva e 108 de busca e apreensão nas regiões Norte, Sul, Vale do Itajaí e Serra.
Além do cumprimento de mandados, a operação bloqueia os bens de 25 empresas e 11 pessoas. São 96 alvos de buscas, entre órgãos públicos, empresas e residências particulares.
O prefeito Deyvison Souza foi preso preventivamente em Brasília nesta terça, em viagem oficial. A prisão foi confirmada pelo advogado Pierre Vanderlinde. A defesa do prefeito informou, no entanto, que ainda não teve acesso à íntegra do processo.
Papanduva
Em Papanduva, o prefeito, Luiz Henrique Saliba foi preso na operação. O advogado Manolo Del Omo, que faz a defesa do político, disse ao g1 que “nós estamos trabalhando para buscar elementos para pedir a revogação da prisão preventiva ou a conversão em liberdade provisória”.
Balneário Barra do Sul
O prefeito Antônio Rodrigues, de Balneário Barra do Sul, também foi preso. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele. A Procuradoria do Município enviou nota sobre a operação, mas não mencionou a prisão.


