O deputado estadual Marquito Marcos José Abreu, do PSOL, aproveitou a passagem pela região na quinta-feira (25), quando participou em Piratuba do Seminário Estadual de Assistência Social, para uma troca de informações sobre sementes crioulas com o ipirense Samuel Kleemann. Os dois são colecionadores, também chamados de “guardiões” de sementes naturais. Marquito é um defensor da agroecologia.
Samuel explicou ao Jornal Comunidade que essas sementes são chamadas de ancestrais ou crioulas, ou seja, não apresentam mudança genética feita pelo homem. “Essas sementes são feitas pelo próprio agricultor. No final da safra ele seleciona os grãos e guarda para plantar na próxima safra. Alguns tipos são plantados em pequenas quantidades apenas para preservar as sementes”, contou. “O importante é que elas não recebem nenhum tipo de agrotóxico, caso contrário, perdem a identificação e podem até nem germinar mais”, detalhou.
O deputado mantém um banco de sementes crioulas em seu gabinete na Assembleia Legislativa e realiza trocas com agricultores de todo o Estado. “Como eu sabia que ele estaria aqui na região, fiz o convite e ele topou conhecer minha coleção. Passou aqui e fomos até a propriedade da nossa família em Putinga, onde mantenho minhas sementes. Hoje tenho quase 100 variedades selecionadas e preservadas, entre elas o feijão, milho, trigo, centeio, favas, pipoca, entre outras. O deputado me falou que ele tem mais de 300 variedades só de feijão”, finalizou.
Além da troca de sementes e experiências, o deputado conheceu a sede da Sociedade Aliança e o moinho de Werno Gerhardt. (Geferson Schreiner/Jornal Comunidade)


