Advogado e esposa de Joaçaba e advogada de Água Doce estão há um mês presos

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Joaçaba – O advogado de Joaçaba e a esposa, presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC), estão há um mês recolhidos preventivamente. A ação do GAECO e do GEFAC ocorreu na manhã do dia 13 de junho quando da operação batizada de “BALTHUS”, em apoio à investigação conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba.

A advogada de Água Doce, que foi num primeiro momento alvo de mandado de busca e apreensão, foi presa no dia seguinte, 14 de junho. Segundo as investigações, os advogados são acusados de abusar de suas prerrogativas profissionais para facilitar a comunicação entre presos pertencentes à facção criminosa que atua nos presídios catarinenses, prática conhecida como “sintonia”.

Os três, juntamente com uma advogada de Ouro (liberdade) e um homem apontado como liderança da facção criminosa (natural de Treze Tílias) já foram denunciados à justiça pelo Ministério Público. A advogada de Piratuba, também investigada, teve participação descartada pelo MP.

A operação foi resultado de investigações que iniciaram há mais de um ano.

A Operação Balthus recebeu esse nome em alusão a um tipo específico de nó de gravata, o “nó Balthus”. No linguajar prisional, “gravata” é o termo utilizado pelos detentos para se referir aos advogados. O nome da operação reflete diretamente o foco das investigações: advogados suspeitos de abusar de suas prerrogativas profissionais para facilitar a comunicação, ou – sintonia-, entre os presos.

Conforme o GAECO, esse processo de comunicação coloca a sociedade em risco e promove o crescimento e avanço contínuo de organizações criminosas, principalmente porque tem se tornado um método eficaz para o funcionamento do sistema de comunicação entre criminosos, garantindo que as informações ilícitas permaneçam sendo transmitidas, por meio de advogados, entre eles e para terceiros.