O presidente Lula passou por uma cirurgia de emergência em São Paulo após apresentar dores de cabeça e mal-estar. O procedimento foi realizado no Hospital Sírio-Libanês, onde o chefe do Executivo permanece internado e sob monitoração em leito de UTI.
Detalhes do procedimento médico
Segundo o boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, o presidente deu entrada em Brasília para exames de imagem após sentir incômodo. Uma ressonância indicou hemorragia intracraniana decorrente de uma queda sofrida em outubro. A equipe médica realizou uma trepanação para a drenagem do hematoma.
O neurologista Rogério Tuma afirmou durante coletiva de imprensa que o hematoma foi totalmente drenado. Segundo o médico, o procedimento foi feito para que o hematoma não comprima o cérebro, permitindo que o paciente fique sem sequelas. O neurologista João Brainer, da Unifesp, explicou que a intervenção consiste em um pequeno furo no crânio para acesso ao espaço subdural.
Rotina e transferência
Relatos indicam que o presidente estava indisposto desde a manhã anterior, mas manteve compromissos oficiais. Ele chegou a se reunir com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, para tratar de emendas parlamentares. O presidente desmarcou apenas as agendas com os ministros Alexandre Silveira e Rui Costa.
A transferência para São Paulo ocorreu em avião presidencial equipado com itens de UTI. Acompanharam o presidente a primeira-dama Rosângela da Silva, seguranças e uma equipe médica, que incluiu um neurocirurgião. O voo transcorreu sem intercorrências.
Previsão de alta
Apesar de os médicos não terem estipulado um prazo para a alta do Hospital Sírio-Libanês, o médico pessoal do presidente, Roberto Kalil Filho, informou que a previsão é que Lula retorne a Brasília no começo da próxima semana. A equipe médica avalia que, caso a evolução clínica continue positiva, o presidente pode retornar a Brasília no início da próxima semana.









