No próximo dia 29 de novembro, o esporte mundial voltará a silenciar em memória de um dos seus capítulos mais dolorosos. Completa-se a marca de nove anos desde que o voo da Associação Chapecoense de Futebol, a caminho de Medellín, na Colômbia, foi interrompido por uma tragédia aérea que ceifou a vida de 71 pessoas.
A aeronave, que transportava a delegação para a final da Copa Sul-Americana, o jogo mais importante da história do clube catarinense, chocou-se contra o solo nas proximidades do Aeroporto Internacional José María Córdova. A lista de vítimas incluía a quase totalidade do elenco de jogadores, membros da comissão técnica, dirigentes, jornalistas que cobririam o feito histórico, além do piloto e tripulantes.
A dimensão da perda comoveu o planeta, transformando o sonho de um time ascendente em luto universal.
A força dos seis sobreviventes
Em meio à devastação, a esperança se agarrou a apenas seis vidas. Os sobreviventes da tragédia tornaram-se símbolos de resiliência e superação. Entre eles, estavam os jogadores Alan Ruschel, Neto e Jackson Follmann (que teve parte da perna amputada), o radialista Rafael Henzel (falecido em 2019, mas que se tornou uma voz da memória do acidente) e dois tripulantes da aeronave.
A data não apenas rememora a dor da perda, mas também celebra a força inquebrantável daqueles que voltaram para contar a história. A tragédia desencadeou uma onda de solidariedade global sem precedentes, com homenagens emocionantes em estádios de todo o mundo e uma mobilização massiva para apoiar as famílias enlutadas e o clube, que, com união e força, iniciou um doloroso, mas vitorioso, processo de reconstrução ao longo dos anos.






