Um homem acusado da prática de crimes sexuais contra dois meninos de Blumenau foi preso no Paraguai nesta semana. Ele possui um mandado de prisão preventiva e, segundo a juíza Fabíola Duncka Geiser, o Ministério da Justiça conseguiu que o país vizinho concordasse com a extradição do brasileiro.
No momento, a Interpol providencia o cumprimento da medida para a entrega efetiva do homem às autoridades brasileiras, para responder às ações penais.
Em uma das denúncias do Ministério Público, o homem havia feito amizade com um menino que pegava ônibus sozinho. Após ganhar a confiança da criança, passou a dar presentes, como guloseimas e material escolar, além de realizar truques de mágica. Desta forma, o homem começou a conhecer qual era a rotina do menino. Com o passar do tempo, ele começou a praticar abusos sexuais com a criança.
A família do menino descobriu a estranha proximidade apenas quando o homem fez uma “visita” na residência deles e foi flagrado brincando com a vítima e seus irmãos com muita intimidade. Após a descoberta de que o denunciado já tinha passagem policial em casos de abuso infantil, a criança contou como tudo aconteceu.
Outros casos
Já na segunda ação penal, o homem passou a frequentar uma igreja evangélica e se aproximou de uma família, em especial do menino filho do casal. Segundo a denúncia, o homem realizava abusos contra a criança quando estavam sozinhos ou quando os pais não estavam por perto. No intuito de não ser descoberto, o homem sempre ameaçava a criança, dizendo que se ele contasse para alguém, mataria os seus pais.
A família só ficou sabendo dos acontecimentos quando uma notícia sobre outro caso, envolvendo o mesmo homem foi publicada nas redes sociais. Há informação, ainda, que o homem tem uma condenação por crime sexual no estado do Piauí e também estaria envolvido em crime da mesma espécie no Paraguai.
O acusado também possui outros boletins de ocorrência registrados contra ele, no ano de 2018, por pais de crianças que frequentavam uma escola de inglês e relataram condutas inadequadas com os alunos na sala de aula. As ações penais tramitam em segredo de justiça, por envolver crianças.


