A Vara Criminal da comarca de Caçador definiu a data do Tribunal do Júri do homem acusado de matar e ocultar o corpo da advogada Karize Fagundes. O julgamento está marcado para o dia 10 de setembro, com início previsto para as 7h30, na Sala do Tribunal do Júri da comarca.
O acusado responderá por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A decisão que determinou a pronúncia considerou que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O processo tramita em segredo de justiça.
Crime aconteceu em setembro de 2024
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024, na residência onde Karize e o acusado viviam.
Conforme a acusação, o homem teria utilizado uma corda de sisal para asfixiar a advogada. A investigação apontou como possível motivação ciúmes e sentimento de posse, além de uma tentativa de controle sobre a companheira.
Ainda segundo a denúncia, Karize estava em recuperação de um procedimento cirúrgico e com a saúde debilitada na época dos fatos, condição que teria limitado sua capacidade de reação.
O homicídio foi tratado na investigação como feminicídio e teve qualificadoras relacionadas ao motivo apontado pela acusação, ao emprego de asfixia e ao uso de meio que teria dificultado a defesa da vítima.
Após a morte, o acusado teria ocultado o corpo, o que resultou também na acusação de ocultação de cadáver.
Corpo foi localizado mais de um mês após o desaparecimento
Depois do crime, conforme apontado pelas investigações, o corpo de Karize foi levado para uma área de mata nas proximidades de Palmas, no Paraná.
Os restos mortais foram encontrados em 8 de novembro de 2024, mais de um mês após o desaparecimento da advogada. O corpo estava enrolado em um cobertor.
A localização ocorreu a partir de informações obtidas durante a investigação, especialmente por meio da análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos. Registros de geolocalização, mensagens, áudios e imagens contribuíram para que os investigadores reconstruíssem o trajeto realizado após o crime.
Prisão ocorreu no Paraná
O acusado foi preso em flagrante no município de Guaíra, no Paraná. Segundo as informações reunidas durante a investigação, ele estava com pertences que pertenciam a Karize no momento da prisão.
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Foto: BPFron
O inquérito policial reuniu elementos digitais, técnicos e periciais, que foram considerados na investigação e posteriormente apresentados pelo Ministério Público no processo.
Com a decisão de pronúncia, a Justiça entendeu que há elementos suficientes para que o acusado seja submetido ao julgamento popular.
Júri acontece em 10 de setembro
Agora, o caso chega a uma nova etapa. O acusado será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 10 de setembro, a partir das 7h30, em Caçador.
Durante o julgamento, caberá aos jurados analisar as provas apresentadas e decidir sobre a responsabilidade do réu em relação às acusações.
O caso de Karize Fagundes causou grande comoção em Caçador e na região. A morte da advogada e a posterior localização de seus restos mortais no Paraná mobilizaram as forças de segurança e chamaram a atenção pela complexidade da investigação.
O julgamento representa um dos principais desdobramentos do caso e será acompanhado de perto pela comunidade caçadorense. (RBV)





