A.B foi condenado a mais de 12 anos de prisão pela tentativa de feminicídio contra a ex-companheira A.L. O crime foi em 2022, em Ipira. A.B foi julgado pelo júri popular nesta quinta-feira (13) na Câmara de Vereadores de Capinzal.
Um dos advogados do réu, Luiz Vicente Medeiros, disse à Nativa FM que está satisfeito com a pena e entende que o réu não teve defesa adequada, pois as advogadas anteriores do ex-radialista prejudicaram a sua defesa, inclusive com o pedido de quebra de sigilo e perícia do telefone, onde Abener aparece comemorando e dizendo que A.B estava no inferno. Ele acredita que o advogado titular recorrerá.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, A.L e A.B tiveram um relacionamento por cerca de um ano, tendo terminado em 2022. Ele não aceitava o término e no dia 09 de dezembro de 2022, por volta das 22h35, o denunciado foi até a casa da ex-companheira para tentar reatar, mas ela não quis.
Ainda segundo o Ministério Público, A.B pediu se A.L não tinha medo da morte. Ela pediu para que ele saísse da residência, mas ele não acatou o pedido. Com isso, A.L pegou seus pertences para sair de casa, momento em que A.B pegou uma tesoura e atingiu a mulher no pescoço. Após o crime, ele fugiu.
À época do ocorrido, a vítima foi socorrida por vizinhos até a chegada do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Ela sofreu ferimentos graves e foi encaminhada ao Hospital de Piratuba/Ipira. Após, foi transferida ao Hospital São Francisco de Concórdia, passando por cirurgia e permanecendo internada por quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva. Alguns dias após o crime, o réu se entregou na Delegacia da Polícia Civil de Ipira.
Ao final do júri popular, o juiz Caio Lemgruber Taborda leu a sentença, em que A.B foi condenado ao cumprimento de 12 anos, cinco meses e dez dias de prisão no regime fechado.




