Advogado preso em operação do GAECO nega envolvimento com crime organizado

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Em uma operação conduzida pelo Ministério Público nesta quinta-feira (13), um advogado de Joaçaba e sua esposa foram presos sob suspeita de envolvimento com o crime organizado. Segundo as autoridades, os advogados são acusados de abusar de suas prerrogativas profissionais para facilitar a comunicação entre presos, prática conhecida como “sintonia”.

Caco Da Rosa - Advogados de Joaçaba e região são alvos de Operação do GAECO

O advogado Marco Alencar, do escritório Alencar & Martinazzo Advogados de Joaçaba, concedeu uma entrevista na qual defendeu seu cliente, o advogado preso, que é natural de Concórdia e residia em Joaçaba há alguns anos. Alencar afirmou que seu cliente nega categoricamente qualquer envolvimento com atividades ilegais.

A entrevista foi concedida ao portal Éder Luiz.

“CONVERSEI COM MEU CLIENTE E ELE NEGA QUALQUER ENVOLVIMENTO COM O CRIME ORGANIZADO. ELE AFIRMA QUE NÃO LEVA RECADOS DE TRAFICANTES PRESOS PARA MEMBROS DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS”, DECLAROU ALENCAR.

O advogado também mencionou que já solicitou ao judiciário autorização para acessar os autos do processo, que tramita em segredo de justiça, mas até o momento não tem detalhes sobre a apuração conduzida pelo Ministério Público.

A operação também resultou na execução de mandados de prisão em outras cidades da região, como Piratuba e Capinzal. Marco Alencar ressaltou que, quanto à movimentação financeira nas contas dos profissionais do direito investigados, ele pretende obter acesso a essas informações para, posteriormente, tomar as medidas necessárias.

Advogados da região são alvo de mandados de busca e apreensão, prisão  preventiva e suspensão das atividades - Éder Luiz Notícias

Nas próximas horas, dependendo da situação, Alencar pretende ingressar com uma demanda na Justiça para solicitar a liberdade do casal de advogados presos. “Estamos buscando todas as informações para garantir que os direitos do meu cliente sejam respeitados e para esclarecer os fatos perante a Justiça”, concluiu.