Advogado suspeito de estuprar crianças em condomínio é preso no RS

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A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesse domingo (7), o advogado suspeito de ter abusado sexulamente de crianças em um condomínio de classe média em Canoas, na Região Metropolitana. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável e foi encaminhado ao sistema prisional.

O caso ganhou repercussão no fim de outubro, mas vem sendo apurado desde setembro pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas. Até o momento, três vítimas foram identificadas pela investigação. Duas meninas de 8 e 9 anos e uma terceira criança que não teve idade nem o sexo revelados. Todas moravam no mesmo condomínio em que o homem, no bairro harmonia, e foram abusadas dentro da residência dele, ao irem até o local brincar o filho do suspeito, conforme relataram para a polícia.

Um dos abusos foi descoberto após a mãe de uma das meninas desconfiar das constantes crises de pânico da filha. A menor passou por avaliação psicológica, que apontou indícios compatíveis com reação a abuso sexual.

Após intensa conversa com os pais, a menina contou que o abusador seria o vizinho deles. Ainda de acordo com a polícia, as famílias eram amigas e até viajavam juntas. A investigação aponta que os abusos teriam começado em 2017 e 2019. Um outro morador do prédio afirmou que a filha relatou, na escola, também ter sido abusada pelo advogado.

No dia 28 de outubro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do investigado. Computadores, celulares e um HD com senha foram apreendidos e estão sendo avaliados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). Ainda não foram confirmadas provas do crime.

A polícia suspeitava de que a esposa do advogado tivesse engolido o cartão de memória de um dos telefones para evitar a descoberta de supostos vídeos contendo imagens das relações sexuais do homem com as vítimas, mas acabou descartando a possibilidade. Até então, a mulher ainda não é considerada suspeita no inquérito pof não haver indícios seguros que comprovem a participação dela nos abusos.

A terceira vítima foi identificada depois que o caso veio à tona na mídia. Para a investigação, as crianças falam a verdade e o conteúdo dos depoimentos é tão forte e rico em detalhes que seria impossível ter sido inventado por elas.

O suspeito se apresentou na DPCA acompanhado de um advogado. Ele deve ser ouvido pela polícia ainda esta semana. A polícia não descarta a hipótese de haver outras vítimas e segue apurando o caso. A defesa alega a inocência do investigado e afirma estar cooperando no processo e com a investigação. (GauchaZH)