Advogados são investigados por suspeita de usar informações de seus próprios clientes, principalmente idosos, para negociar valores que eles tinham direito a receber da Justiça por quantias menores. O caso é investigado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que realizou a Operação Insídia na manhã desta quinta-feira (15).
Segundo a investigação, os profissionais teriam identificado clientes com dinheiro a receber em processos judiciais e utilizado essas informações para organizar a compra desses direitos por meio de uma empresa ligada ao grupo investigado.
Na prática, os clientes teriam sido convencidos a aceitar pagamentos menores para transferir a terceiros o direito de receber os valores previstos nos processos.
Justiça suspende atuação de dois advogados investigados
A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Xaxim, Chapecó e Romelândia, em Santa Catarina, além de Nonoai, no Rio Grande do Sul.
A Justiça também determinou a suspensão do exercício da advocacia de dois investigados e o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 442 mil, envolvendo pessoas e empresas ligadas ao caso.
As medidas foram autorizadas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e executadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio de equipes do Rio Grande do Sul.
Investigação começou após descoberta de informações em outra operação
As suspeitas surgiram a partir de informações reunidas durante a Operação Entre Lobos, realizada anteriormente pelo Gaeco.
Os investigadores apuram se havia uma divisão de tarefas entre os envolvidos, desde a busca por clientes interessados em negociar os valores até a elaboração dos contratos e a compra dos direitos de recebimento pela empresa.
Advogados são investigados por suspeita de prejudicar idosos em negociações judiciais em SC. (Foto: Divulgação)
Também é investigada a relação entre o escritório de advocacia e a empresa responsável pelas negociações.
O caso segue sob sigilo judicial.








