Os estudantes universitários presos em uma investigação que apura a formação de uma célula nazista no estado, tiveram a prisão temporária prorrogada, informou o delegado Arthur Lopes nesta quarta-feira (30). A prisão foi estendida por mais 30 dias considerando ser “imprescindível para as investigações do inquérito policial”, segundo o delegado.
As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente nos municípios de Florianópolis, São José, Joinville, Maravilha e São Miguel do Oeste, os dois últimos na região Oeste do Estado.
Durante a operação, foram presas seis pessoas suspeitas de integrarem uma associação criminosa armada dedicada à produção caseira de armas de fogo e ao cometimento de crimes raciais. A investigação revelou que o grupo se reunia em um sítio, utilizando coletes e peças réplica de uniforme nazista para a realização de treinamento com armas de fogo e discussão sobre ideário antissemita.
Relembre
De acordo com Lopes, os suspeitos são investigados por apologia ao nazismo, associação criminosa, racismo, porte ilegal de arma de fogo e fabricação de arma de fogo. Entre eles, há estudantes de letras, engenharia de aquicultura, engenharia automotiva e direito. Também há uma pessoa formada em comércio exterior.
O grupo foi alvo de uma operação da Polícia Civil, revelada pelo Fantástico em 23 de outubro de 2022. À época, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde quatro dos suspeitos estudavam, afirmou que solicitará informações sobre os alunos à polícia para adotar “medidas disciplinares cabíveis”.
Como a investigação ocorre em sigilo, medidas administrativas ainda não foram tomadas, informou a UFSC ao. “Precisa primeiro identificar corretamente os envolvidos”, informou a instituição, por meio de assessoria.
A operação, chamada de “Gun Prooject”, foi comandada pela delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Segundo os investigadores, a célula se reunia em um sítio, utilizando coletes e peças réplica de uniforme nazista, para a realização de treinamento com armas de fogo e discussão sobre ideário antissemita.



