Após a conclusão do inquérito da Polícia Civil de Laguna que apura o naufrágio de uma lancha no Canal da Barra, a defesa do piloto que estava na condução da embarcação se manifestou pela primeira vez sobre o assunto.
Danilo Marcolino, de 34 anos, foi indiciado pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Para a defesa, “nenhuma conduta humana contribuiu para o trágico acidente”. A nota foi encaminhada ao Portal Agora Laguna, e é assinada pelo advogado Guilherme Araújo.
O naufrágio completa cinco meses no próximo dia 14. Na ocasião, dos sete tripulantes, três morreram. As vítimas foram o então vereador Ricardo Barbosa, de 46 anos, seu filho, Michel, de 25, e o amigo da família, Deyvid Fernandes, de 29 anos. Todos da cidade de Caçador, no Meio-Oeste catarinense.
A manifestação do advogado de defesa é para contrapor a conclusão da Polícia Civil. A corporação disse que no dia, conforme a investigação, mesmo sem condições náuticas e meteorológicas favoráveis, o piloto e mais seis pessoas saíram com a lancha pelo canal.
Ao executar uma manobra equivocada, a embarcação foi atingida por uma série de ondas, que ocasionaram o naufrágio. “A investigação indicou que o condutor da lancha agiu de maneira imprudente e causou o homicídio culposo de três amigos”, informou o órgão de segurança, em nota.
A defesa rebate que “conforme as investigações, o condutor se encontrava devidamente habilitado para conduzir a respectiva embarcação, a qual navegava em perfeito estado de conservação, estando licenciada e com número suficiente de coletes salva-vidas. Além disso, o dia era de clima estável, ensolarado, sem qualquer indício de anormalidade nos ventos e correntes marítimas, conforme se percebe por fotografia de minutos antes do acidente”.
O advogado ainda pontua que “não se pode exigir que [o condutor] adivinhe as condições que irá encontrar ao fim do canal, sobretudo em um dia de clima estável. Por esse motivo, a União é responsável por sinalizar, orientar e monitorar os canais de acesso ao mar”.
“Nenhuma conduta humana contribuiu para o trágico acidente, tampouco havia condições de prevê-lo, sobretudo, como já dito, ante a ausência de qualquer espécie de sinalização no local”, alega o advogado de Danilo.
O inquérito será analisado pelo Ministério Público, que vai definir se leva o caso ao Judiciário ou não. O naufrágio também é apurado pela Marinha.
O advogado ainda pontua que “não se pode exigir que [o condutor] adivinhe as condições que irá encontrar ao fim do canal, sobretudo em um dia de clima estável. Por esse motivo, a União é responsável por sinalizar, orientar e monitorar os canais de acesso ao mar”.
“Nenhuma conduta humana contribuiu para o trágico acidente, tampouco havia condições de prevê-lo, sobretudo, como já dito, ante a ausência de qualquer espécie de sinalização no local”, alega o advogado de Danilo.
O inquérito será analisado pelo Ministério Público, que vai definir se leva o caso ao Judiciário ou não. O naufrágio também é apurado pela Marinha.



