O Instituto Médico Legal de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, afirmou não ter errado na identificação de Marcelo Pereira de Moraes e que o erro na troca dos corpos para o sepultamento foi entre as funerárias. O homem, natural de Capinzal, morreu após assaltar uma residência e atirar contra o Batalhão de Choque da Brigada Militar daquela cidade gaúcha. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (26) pelo perito criminal-chefe Airton Kraemer.
De acordo com informações apuradas, Marcelo e outro comparsa cometeram um assalto em uma residência e balearam um morador. O fato aconteceu no domingo (21), em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Durante buscas da Brigada Militar, a dupla atirou contra os policiais, sendo necessário revidar a injusta agressão. Os dois, que já tinham várias passagens policiais, morreram no local. Quatro pessoas foram presas, pois estavam nas proximidades para tentar resgatar os assaltantes. Os brigadianos conseguiram recuperar a caminhonete roubada.
Ainda conforme apurado pelo Portal Magronada, após um familiar reconhecer Marcelo no Instituto Médico Legal e antes de ser feito o sepultamento em Capinzal, na terça-feira (23), o caixão lacrado foi aberto por um dos familiares, constatando que o cadáver em estado de decomposição não era do capinzalense. A Polícia Militar foi acionada e registrou a ocorrência, sendo que a Polícia Científica não compareceu ao local e o delegado de plantão da Polícia Civil autorizou o sepultamento do desconhecido. Na quinta-feira (25), o corpo correto chegou à cidade e foi sepultado.
Segundo o perito criminal-chefe do Instituto Médico Legal de Caxias do Sul, Airton Kraemer, à Nativa FM, o corpo de Marcelo passou por identificação correta, seguindo os protocolos técnicos adotados. A falha aconteceu durante o trabalho das funerárias pelo velório em Caxias do Sul e translado a Capinzal para o sepultamento. Ao ser constatado o erro, o procedimento correto seria a devolução do cadáver ao órgão, mas isso não aconteceu. (Bernardo Souza/Magronada)



