A fonoaudióloga Luciana Bramati, de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, descobriu que precisaria de um transplante de rim quando já tinha apenas 9% da função renal. A surpresa veio dentro da própria casa: o órgão compatível veio do marido, o engenheiro Claudio Henrique Luiz da Silva, com quem está junto há mais de 25 anos.
Diagnosticada com doença renal policística aos 14 anos, Luciana sempre monitorou a condição hereditária, que causa o crescimento progressivo dos rins com cistos, até a perda da capacidade de filtrar. O transplante foi realizado em fevereiro de 2024, em Blumenau, no Vale do Itajaí, e segue emocionando o casal.
História de amor resulta em doação de rim bem-sucedida
A cirurgia ganhou ainda mais significado por acontecer em setembro, mês de conscientização sobre a doação de órgãos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 982 transplantes já foram realizados em Santa Catarina neste ano, mas a fila ainda reúne 1.641 pacientes à espera. A maior demanda é por rins (933 pessoas), seguida de córneas (578).
“Quando a médica informou que precisaria buscar alguém compatível, eu falei que, como marido, tinha que fazer o primeiro teste. Se desse certo ou não, era com Deus”, contou Claudio. O exame de compatibilidade foi feito na Universidade Federal do Paraná e, 15 dias depois, veio o resultado positivo.
Situação da fila de transplantes em SC
Rim: 933
Córnea: 578
Fígado: 46
Rim/Pâncreas: 29
Medula óssea: 34
Tecido ósseo: 20
Pâncreas: 1
Total: 1.641


