Após repercussão negativa do mercado, PEC fura-teto de Lula é adiada para semana que vem

Política

Na manhã desta sexta-feira (11), o senador Rodolfo Rodrigues (Rede-AM) afirmou que o texto final da “PECanha” fura-teto da Transição de Lula (PT) deve ser apresentado na semana que vem.

A decisão ocorre após a repercussão negativa do mercado financeiro à opção de retirar gastos sociais do teto de gastos de forma permanente.

De acordo com Randolfe, a ideia é que a proposta seja apresentada na próxima quarta-feira (16) após o feriado de Proclamação da República.

O senador confirmou que a ideia de Lula é retirar a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação todo o Bolsa Família.

O governo petista prevê gastos de R$ 175 bilhões em 2023 porque inclui um bônus de R$ 150 por criança de até 6 anos.

R$ 105 bilhões previstos no Orçamento 2023 para bancar o programa social poderão ser destinados a outras áreas, como: recomposição do Farmácia Popular, a retomada de programas do Ministério da Saúde e investimentos do Ministério da Educação que foram descontinuados, além de obras públicas que estão paralisadas.

O mercado financeiro já tinha reagido mal à ideia de Lula de retirar todo o gasto social do teto de gastos, sem apresentar nenhuma outra regra de controle de despesas, pelo risco de afetar a trajetória de sustentabilidade da dívida pública.

Na entrevista, Randolfe afirmou que o mau humor do mercado financeiro após as declarações de Lula foi contaminado pela “inflação descontrola e segura pelo governo Bolsonaro”, que saiu ontem.

De acordo com o senador da Rede, “o melhor cenário prevê que o texto seja aprovado no Senado na semana seguinte, de 21 de novembro, para que o texto siga para a Câmara e possa ser ao plenário da Casa e aprovado até a data limite de 17 de dezembro”.