Após sanção a Moraes, Dino apela à Bíblia

Política

O ministro Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), posicionou-se nesta quarta-feira, 30, em defesa de Alexandre de Moraes, após o magistrado ser alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos (EUA) com base na Lei Magnitsky. Dino foi o primeiro membro do STF a se manifestar publicamente; os demais ministros da Corte mantiveram o silêncio até o momento.

“Minha solidariedade pessoal a Moraes”, escreveu Dino por meio de seu perfil no Instagram, acompanhando a declaração com uma imagem da Carta Magna brasileira. “Ele está apenas fazendo o seu trabalho, de modo honesto e dedicado, conforme a Constituição do Brasil. E as suas decisões são julgadas e confirmadas pelo colegiado competente (Plenário ou 1ª Turma do STF).”

Citação bíblica reforça mensagem de nobreza

Para fortalecer sua manifestação, Dino recorreu a um trecho do livro de Isaías, da Bíblia Sagrada, demonstrando apoio ao colega com uma linguagem de cunho espiritual:

O gesto chama atenção especialmente por Dino ter sido filiado ao Partido Comunista do Brasil e ao Partido Socialista Brasileiro, indicando uma conexão com valores institucionais e morais, mesmo em um contexto laico.

Tesouro dos EUA acusa Moraes de violações a direitos

Logo após o anúncio oficial das sanções, o Departamento do Tesouro dos EUA divulgou uma nota. Segundo o secretário Scott Bessent, o ministro do STF seria o responsável por uma “campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.

“Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”, disse Bessent. “A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.”