Assalto a banco em Criciúma: o que polícia já sabe da ação de criminosos

Segurança

Uma semana depois do maior assalto a banco de Santa Catarina, que ocorreu no fim da noite de 30 de novembro e se estendeu durante a madrugada de 1º de dezembro em Criciúma, no Sul, as polícias Militar, Civil e Federal permanecem na busca pelos criminosos. Ao todo, até esta segunda-feira (7) foram localizados mais de R$ 1 milhão e 12 suspeitos foram presos.

Na lista do que as forças de segurança investigam, a PF apura um possível crime de lavagem do dinheiro roubado. A suspeita é de que a quadrilha tenha conexão com uma facção criminosa que já fez outros assaltos a bancos. Um dos presos é suspeito de planejar a fuga do chefe dessa facção.

Segundo o delegado Anselmo Cruz, titular da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais de Santa Catarina, cerca de R$ 80 milhões foram levados pelo grupo. Parte desse valor foi recuperado no mesmo dia, quando algumas notas ficaram espalhadas pelas ruas após o ataque dos criminosos.

Só na rua, a polícia recolheu cerca R$ 300 mil. Além disso, quatro homens foram detidos por furtarem as cédulas abandonadas pelos criminosos. Eles estavam com cerca de R$ 810 mil.

“Em torno de R$ 80 milhões de reais – isso que foi subtraído. Mas ainda assim existe conferência sendo feita e refeita, porque houve muito dinheiro danificado ou dinheiro espalhado”, disse o delegado ao Fantástico.

Na quarta-feira (2), dois homens foram presos na BR-116 em São Leopoldo (RS) com R$ 8,1 mil. Em Passo de Torres, horas depois, três homens foram capturados com R$ 49 mil em espécie.

Veja a lista dos presos:

•1 homem preso em Blumenau, no Vale do Itajaí, na noite de sexta-feira (4).

•2 pessoas (um casal) encontradas em Campinas (SP), na quinta-feira (3).

•2 homens encontrados em Gramado, na Serra do RS, na manhã de quinta (3).

•1 homem encontrado em uma casa na cidade de Três Cachoeiras (RS), na madrugada de quinta (3).

•2 homens encontrados em um viaduto da BR-116 em São Leopoldo (RS), na tarde de quarta (2).

•3 homens encontrados entre a divisa de Torres (RS) e Passo de Torres (SC), na tarde de quarta (2).

•1 mulher encontrada em uma casa em São Paulo (SP), na tarde de quarta (2).

O assalto

Conforme a Polícia Civil, cerca de 30 homens encapuzados atuaram no assalto ao cofre da tesouraria regional do Banco do Brasil, que fica anexa a uma agência bancária, no Centro de Criciúma. A ação teve início por volta das 23h50 e durou cerca de duas horas.

O ataque resultou em incêndios, ruas bloqueadas, dinheiro espalhado pelas ruas e reféns como escudos. Um policial militar que entrou em confronto com a quadrilha foi atingido por um tiro e segue internado.

O G1 SC questionou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre as investigações e novos envolvidos no assalto. O órgão informou nesta terça-feira que “está preservando a investigação, que segue em curso, e irá se manifestar em momento oportuno”.

Pistas e locais

Na terça-feira, após o grupo deixar Criciúma, a polícia encontrou os carros usados pela quadrilha. Nove dos dez veículos eram blindados e todos eram de luxo. Ao menos três foram emplacados em São Paulo.

Um dia depois, na quarta-feira, a polícia encontrou um galpão utilizado pelos assaltantes na madrugada do crime em Içara, cidade localizada a 9km de Criciúma. A suspeita era de que o local havia sido utilizado para pintar os carros usados pelos criminosos no assalto.

Já na quinta-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) achou uma casa em Morrinhos do Sul (RS). Foram encontradas roupas com sangue, munições de fuzil, celulares, chips de celular, tinta, acionador de explosivo e um furgão. (G1)