O governador licenciado Jorginho Mello (PL) aparece na liderança da disputa pelo Governo de Santa Catarina, enquanto João Rodrigues (PSD) e Gelson Merisio (PSB) travam uma disputa mais equilibrada pela segunda colocação. A avaliação faz parte da pesquisa AtlasIntel, encomendada pelo Grupo ND e realizada entre 4 e 9 de setembro, que ouviu 1.211 eleitores em Santa Catarina.
O levantamento também mostra como o eleitor catarinense avalia o atual governo, a possibilidade de reeleição do governador e as principais preocupações apontadas pelos eleitores.
Na intenção de voto, Jorginho Mello aparece com 51,6%, seguido por João Rodrigues (PSD), com 18,5%, e Gelson Merisio (PSB), com 17,6%. Pela margem de erro da pesquisa, João Rodrigues e Merisio estão tecnicamente empatados.
Marcelo Brigadeiro (Missão) tem 2,9%, Professor Marcos Sudré (PSTU), 1,1%, Laís Chaud (UP), 0,8%, e Ralf Zimmer (PRD), 0,4%. Votos brancos e nulos somam 2,2%, enquanto 4,9% não sabem em quem votar.
Entre os votos válidos, Jorginho chega a 55,5%, contra 20% de João Rodrigues e 18,9% de Merisio. Nesse cenário, os três primeiros colocados também ficam dentro da margem de erro nos percentuais de segundo colocado e primeiro colocado.
Infográfico mostra cenário da pesquisa espontânea para o Governo de Santa CatarinaFoto: Infográfico ND MaisPesquisa testa cenários de segundo turno
Nos cenários de segundo turno testados pela pesquisa AtlasIntel do Grupo ND, Jorginho Mello mantém vantagem sobre os principais adversários.
Contra João Rodrigues, o governador aparece com 55,1%, ante 32,4% do ex-prefeito de Chapecó. No confronto com Gelson Merisio, Jorginho marca 62,6%, enquanto o ex-deputado registra 24,2%.
Ao considerar apenas os votos válidos, Jorginho chega a 62,9% contra 37,1% de João Rodrigues. Diante de Merisio, a diferença é ainda maior: 72,1% a 27,9%.
A pesquisa também testa um segundo turno sem Jorginho. Nesse cenário, João Rodrigues supera Gelson Merisio por 54,6% a 17,8%, enquanto 27,6% dos entrevistados optam por branco, nulo ou não sabem.
Considerando apenas os votos válidos, a vantagem de João chega a 75,3% contra 24,7% de Merisio.
Maioria aprova governo Jorginho, aponta levantamento
A avaliação do governo ajuda a explicar a vantagem eleitoral. Seis em cada dez catarinenses aprovam a administração Jorginho Mello, enquanto 35% desaprovam e 5% não souberam responder. O saldo é positivo em 25 pontos percentuais.
Quando a pergunta muda de aprovação para avaliação, o resultado permanece favorável: 55% consideram o governo ótimo ou bom, 22% avaliam como regular e 24% como ruim ou péssimo.
A pesquisa ainda perguntou diretamente se o governador merece um novo mandato. 55,5% disseram que sim, enquanto 39% responderam que não e 5,5% não souberam responder.
Pesquisa mede rejeição e imagem dos candidatos
Na rejeição, Jorginho aparece em uma faixa intermediária entre os principais nomes testados. 27,6% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.
O índice é inferior ao de Gelson Merisio, com 32,2%, mas superior ao de João Rodrigues, que registra 15,2%.
A imagem pessoal do governador, por outro lado, é positiva: 60% dos entrevistados têm uma imagem positiva de Jorginho, contra 36% de avaliação negativa.
Saúde é o principal problema
A pesquisa também mostra que a boa avaliação do governo não elimina uma agenda de problemas para a próxima gestão. O acesso à saúde aparece como a principal preocupação dos catarinenses, citado por 29% dos entrevistados.
Na sequência estão violência contra a mulher (26,1%), infraestrutura, incluindo estradas, portos e aeroportos (22,8%), mobilidade (21,5%) e criminalidade (20,7%).
Também aparecem entre as preocupações a migração interestadual (19,9%), carga tributária e impostos (16,2%), habitação (16%), qualidade da educação (14,4%), inflação e preços altos (13,5%), saneamento (13,3%) e corrupção (11,8%).
A pesquisa AtlasIntel do Grupo ND ouviu 1.211 eleitores de Santa Catarina entre 4 e 9 de setembro de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no TSE sob os números SC-02036/2026 e BR-06230/2026.





