Quando começou a compartilhar informação jurídica nas redes sociais, a estagiária Anna Paula Nienkotter Tavares, lotada na comarca de Balneário Camboriú, percebeu ali um meio para abordar a violência doméstica, da qual já foi vítima. Através do Instagram @direitoeinformacao10, compartilha posts com informações sobre o tema. O último deles foi um vídeo em que ela explana sobre o Dia Internacional de Reflexão para Eliminação da Violência contra a Mulher, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1999 e celebrado nesta quinta-feira (25/11).
“Meu intuito é levar a reflexão da história da mulher no mundo, da violência que ainda existe, e fazer crianças e jovens perceberem como as mulheres ainda precisam quebrar paradigmas apesar de já terem conquistado muitas coisas, mas, acima de tudo, que a igualdade de gênero precisa ser respeitada e percebida por todos nós para evolução da nossa sociedade e para, consequentemente, obtermos a diminuição dos índices da violência contra a mulher”, cita Anna ao afirmar que ações como esta, de colocar vídeos nas redes sociais e fazer palestras para reflexão sobre violência contra a mulher, podem dar início a um olhar para a sociedade ainda tão patriarcal.
Neste ano a acadêmica de Direito compartilhou o seu conteúdo on-line em eventos presenciais. Um vídeo do projeto #naocaleasuavoz foi exibido durante as atividades do 1º Agosto Lilás de Camboriú; ela também participou do 1° Café Rosa com a palestra “Violência Doméstica e a Necessidade de Desconstruirmos a Sociedade Patriarcal em que Vivemos”, ministrada na Câmara de Vereadores de Camboriú, e nesta semana (22/11) debateu o tema na Câmara de Vereadores de Porto Belo, durante uma audiência promovida pela Procuradoria Especial da Mulher de Porto Belo com alusão ao dia 25 de novembro.
“Em 2022 continuarei levando a reflexão da sociedade, bem como a necessidade da desconstrução de pensamentos machistas para diminuirmos os índices de violência doméstica contra a mulher. Nós mulheres somos julgadas todos os dias, e para desconstruir isso precisamos quebrar paradigmas e, assim, acabar com preconceitos que ainda estão enraizados na nossa sociedade”, observa.



