Augusto Cury cresce e chega a 11% na pesquisa BTG/Nexus para presidente

Política

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) registrou um forte crescimento na nova pesquisa BTG/Nexus e chegou a 11% das intenções de voto no primeiro turno. Com isso, o escritor avançou nove pontos percentuais em relação ao levantamento anterior e se consolidou como o principal nome fora da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Além disso, Cury se tornou o primeiro candidato considerado de terceira via a atingir dois dígitos na série da pesquisa. O resultado coloca o candidato em terceiro lugar na simulação estimulada, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33%.

O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (31) e mostra, portanto, uma mudança significativa na composição do primeiro turno. Enquanto Cury avançou, Lula oscilou de 41% para 39% e Flávio caiu de 37% para 33%.

Crescimento de Cury ganha força após debate

A evolução de Augusto Cury também aparece quando os resultados das diferentes rodadas são comparados. Na pesquisa divulgada em 3 de agosto, o candidato tinha apenas 1% das intenções de voto. Depois, passou para 2% no levantamento de 24 de agosto.

Agora, em apenas uma semana, Cury saltou para 11%. Dessa forma, acumulou dez pontos percentuais desde o início de agosto e nove pontos somente na comparação com a rodada anterior.

O crescimento ocorre poucos dias depois do primeiro debate entre os candidatos à Presidência, realizado em 22 de agosto. Além disso, dados da Vox Radar apontaram aumento expressivo da presença digital de Cury após o encontro.

Segundo o levantamento, o candidato teve o maior crescimento entre os presidenciáveis no Instagram depois do debate. Sua base passou de aproximadamente 8,3 milhões para 9,9 milhões de seguidores, uma alta de 19,4%.

As buscas pelo nome de Cury também dispararam. De acordo com a Vox Radar, o interesse pelo candidato no Google aumentou 900% na semana seguinte ao debate. No dia posterior ao encontro, o índice saiu de 2,9 para 49 pontos e alcançou 100 na noite de 26 de agosto.

Cury supera nomes tradicionais da terceira via

O desempenho também alterou a distância entre Cury e outros candidatos que disputam espaço fora da polarização. Ronaldo Caiado (PSD), que aparecia à frente nas rodadas anteriores, agora registra 5% no primeiro turno.

Na sequência, Renan Santos aparece com 3%, enquanto Romeu Zema soma 1%. Portanto, Cury concentra sozinho uma parcela de votos superior à dos demais nomes da terceira via considerados individualmente.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, o avanço também chama atenção. Cury passou de 1% para 8%. Assim, alcançou sozinho mais intenções de voto do que todos os demais candidatos da terceira via somados, que chegam a 7%.

Apesar do crescimento, o resultado ainda não coloca Cury na disputa direta pelas duas vagas do segundo turno. Entretanto, o salto modifica o cenário e indica que o eleitorado começa a distribuir parte das preferências para além dos dois principais polos da eleição.

Lula e Flávio recuam no novo levantamento
Ao mesmo tempo em que Cury avançou, os dois líderes da corrida presidencial perderam pontos na simulação estimulada.

Lula passou de 41% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 33%. Os dois resultados representam os menores percentuais de cada candidato dentro da série histórica da pesquisa. As variações, contudo, estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No segundo turno entre Lula e Flávio, a disputa permanece praticamente empatada. O presidente aparece com 46%, contra 45% do senador, dentro do limite da margem de erro.

Além disso, Ronaldo Caiado apresentou melhora em um eventual segundo turno contra Lula. O ex-governador de Goiás avançou de 42% para 44%, enquanto Lula caiu de 46% para 45%, configurando empate técnico.

Segurança e saúde aparecem entre as principais preocupações
A pesquisa também perguntou aos entrevistados quais são os principais problemas enfrentados pelo país. A segurança pública, violência e criminalidade lideram, com 35% das citações.

Na sequência, aparece a saúde pública, apontada por 30% dos entrevistados. Inflação e custo de vida somam 19%, enquanto corrupção aparece com 13%.

Por fim, a avaliação do governo federal também apresentou mudança. A aprovação caiu de 48% para 46%, enquanto a desaprovação subiu de 49% para 51%.

A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.005 pessoas entre 28 e 30 de agosto, por telefone. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.