O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central. A estimativa para o IPCA caiu de 5,30% para 5,16%. Por outro lado, os analistas elevaram levemente a previsão para 2027.
O relatório reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para indicadores como inflação, atividade econômica, câmbio e taxa básica de juros.
Projeção do IPCA recua em 2026
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 passou de 5,30% para 5,16%. Na semana anterior, o mercado já havia reduzido a previsão de 5,33% para 5,30%.
Para 2027, contudo, os economistas elevaram a projeção de 4,18% para 4,20%. Já as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram em 3,70% e 3,50%, respectivamente.
Mercado reduz previsão do PIB para 2027
Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 em 1,99%.
Entretanto, os analistas reduziram a projeção para 2027 de 1,69% para 1,65%. Para 2028 e 2029, as estimativas continuaram em 2%.
Projeções para o dólar apresentam estabilidade
As expectativas para a cotação do dólar também registraram poucas mudanças. Para o fim de 2026, o mercado manteve a projeção em R$ 5,20.
Além disso, a estimativa para 2027 permaneceu em R$ 5,28. Para 2028, houve uma pequena redução, de R$ 5,35 para R$ 5,34. Já a previsão para 2029 continuou em R$ 5,40.
Selic permanece em 14% para 2026
Por fim, os economistas mantiveram todas as projeções para a taxa básica de juros. O mercado espera que a Selic termine 2026 em 14% ao ano.
Para 2027, a previsão permaneceu em 12%. Já as estimativas para 2028 e 2029 seguiram em 10,50% e 10%, respectivamente.






