Bolsonarista Bia Kicis vai assumir a CCJ, comissão mais importante da Câmara

Política

Uma das mais fiéis defensoras do presidente Jair Bolsonaro, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi indicada por Artur Lira (Progressistas-AL), o novo presidente da Câmara, para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa.

A CCJ é a comissão encarregada de avaliar a constitucionalidade dos projetos apresentados, ou seja, se os projetos de lei propostos pelos deputados respeitam a Constituição Federal. A comissão também avalia a viabilidade de PECs (Propostas de Emenda à Constituição) e de pedidos de impeachment.

Ex-procuradora do Distrito Federal, Bia Kicis ganhou proeminência como militante na internet a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Se tornou próxima de Bolsonaro e foi uma das articuladoras do contato entre o ex-capitão do exército e o economista Paulo Guedes.

Surfando na onda do bolsonarismo, foi eleita deputada pela primeira vez em 2018 pelo PRP, indo para o PSL em 2019. Desde então, no entanto, já sofreu ameaças de expulsão do PSL pelo menos duas vezes por infidelidade partidária, por apoiar a criação de um novo partido por Bolsonaro (a Aliança pelo Brasil, que não saiu do papel).

Atuação parlamentar

Como deputada, votou em 2020 contra a aprovação do novo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) — fundo que reúne recursos para o desenvolvimento da educação básica no Brasil e cuja lei aumentou o aporte de verbas do governo federal. Também foi autora de uma nova versão do projeto Escola Sem Partido, que prevê o controle ideológico dos professores em sala de aula.

No ano passado também apresentou um requerimento para que a Câmara fizesse uma nota de repúdio contra o governo chinês, a quem ela culpava pelo coronavírus.

Também é autora de um projeto que pede pela volta do voto impresso, uma pauta que também é defendida por Bolsonaro com frequência.