Bolsonaro tem 41% das intenções de voto em Santa catarina

Política

Na corrida presidencial o candidato Jair Bolsonaro (PSL), com 41% das intenções de votos, abre uma grande vantagem em relação ao segundo colocado, Fernando Haddad (PT), que registra 14% da preferência do eleitorado catarinense.

Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) estão empatados em terceiro lugar com 5% cada. João Amoêdo (Novo) ficou com 4%, Álvaro Dias (Podemos), com 3%, e Henrique Meirelles (MDB), com 2%. Outros candidatos somaram 1%. Brancos e nulos, 12%, enquanto a taxa de indecisos ficou em 8%.

Comparando esta pesquisa com a divulgada pelo mesmo instituto de pesquisa no início de setembro, é clara a variação no posicionamento dos eleitores. Aquele foi o primeiro levantamento feito sem o nome do ex-presidente Lula e ainda sem definição sobre a candidatura de Haddad para presidente. Naquele momento, ainda com pouca veiculação da propaganda eleitoral de rádio e TV, Bolsonaro já despontava na liderança, mas com apenas 29%. Alckmin aparecia com 9%, Marina com 7%, Amoêdo com 6%, Dias, Ciro e Haddad com 5% cada, e Meirelles com 2%.

Com a confirmação de Haddad como candidato à presidência da República pelo PT, as candidaturas que mais desidrataram foram as de Alckmin, Marina, Amoêdo e Dias. Ciro e Meirelles se mantiveram estáveis.

No comparativo das duas pesquisas, percebe-se a migração de votos entre os candidatos, além da queda de nulos/brancos, que antes eram de 16% e 15%, respectivamente, e passaram agora a 12% e 8%.

O reflexo das preferências nacionais
A grande distância de Bolsonaro em relação a Haddad na intenção de votos dos eleitores catarinenses para a presidência não se reflete na corrida para o governo do Estado. Aqui, o candidato Comandante Moisés, do PSL, mesmo partido do líder nas pesquisas nacionais, aparece com apenas 6% na preferência do eleitorado.

Já Décio Lima, do PT, tem exatamente o mesmo índice de Haddad, ou seja, 14%. Na pesquisa anterior, o petista catarinense aparecia com 16%, num empate triplo com Mauro Mariani (MDB) e Gelson Merisio (PSD). O rápido crescimento de Haddad, que entrou bem depois dos outros na disputa ao Palácio do Planalto, não se refletiu para Décio Lima.

Outra contradição entre candidatura nacional e estadual vem do MDB. Em Santa Catarina, o candidato do partido ao governo, Mauro Mariani, está na liderança com 24% na pesquisa estimulada e 13% na espontânea. Índices muito diferentes do representante nacional do partido, Henrique Meirelles, que, mesmo tendo sido ministro e presidente do Banco Central, não consegue decolar.

A distância entre os índices de Mariani e Meirelles mostra que os emedebistas de Santa Catarina não estão levando o nome do ex-ministro nas atividades de campanha. Isso comprova o descolamento – e as diferenças – entre o MDB estadual e o nacional.

A pesquisa foi realizada pela empresa Real Time Big Data entre os dias 21 e 22 de setembro, quando foram entrevistados 1.110 eleitores nas regiões Grande Florianópolis, Vale do Itajaí, Norte, Oeste, Sul e Serra. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) sob o número 09920/2018. (ADJORI / Arte: Allan Salvatti)