Bombeiros se despedem do labrador Xanxerê

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Xanxerê – “Hoje ele nos deixou, Xanxerê, o cão das mil histórias, agora descansa sem dores no céu dos bons cachorros”, disse o comandante do 14º Batalhão de Bombeiro
Militar de Xanxerê, Walter Parizotto, sobre a morte do labrador e seu companheiro de muitas histórias. O cão morreu na manhã desta sexta-feira (8).

Xanxerê foi um dos primeiros cães de busca e resgate treinados na cidade da qual herdou o nome. Parizotto conta que ele foi 4º cão a atuar, atrás apenas dos pioneiros Avaí, Zorg e Brasil. Já estava cego, surdo e com graves problemas de saúde. “Ele estava muito doente, com dores. Foi preciso deixar ele partir”, diz o comandante.

Professor Xanxerê
O comandante conta que em função de problemas de saúde, Xanxerê se aposentou dos trabalhos de busca ainda em 2009. Desde então, a principal atividade dele era dentro da sala de aula, ajudando na formação dos novos cinotécnicos. Vários profissionais foram
formados graças à atuação do labrador, que em sua trajetória recebeu diversas certificações de busca e resgate.

Várias histórias
E como tinha histórias o labrador. Parizotto lembra entre as peripécias praticadas por Xanxerê, está uma fuga não muito convencional. Em gosto de 2018, já cego e surdo, ele conseguiu fugir da casa de seu tutor. Por sorte ele foi encontrado por um motorista que o acolheu e pela internet localizou Parizotto para devolver Xanxerê para sua família.

“Ele comeu um pneu do meu carro, comeu o sapato de um colega de turma – atual comandante dos Bombeiros de Blumenau, também perdeu parte da orelha em uma briga por mulher”, lembra o comandante.

Despedida
Foi uma boa, longa e feliz vida e agora descansa no céu dos bons cachorros”, disse Parizotto. Xanxerê foi enterrado nesta manhã, no memorial de cães construído junto ao Centro de Referência em Desastres Urbanos (CRDU) em Xanxerê. As informações são do Diário do Iguaçu.