Um relatório divulgado nesta quinta-feira (12) pela organização ACLED (Armed Conflict Event Location and Data Project) posicionou Brasil, México, Equador e Haiti entre os dez países mais perigosos do mundo em 2025. O índice combina quatro variáveis centrais: mortalidade, risco direto a civis, amplitude geográfica dos conflitos e quantidade de grupos armados ativos.
México segue no topo da lista latino-americana; Brasil ocupa a 7ª posição
O ranking mantém o México em quarto lugar, repetindo o desempenho de 2024 e ficando atrás apenas de Palestina, Mianmar e Síria, regiões marcadas por guerras prolongadas.
O Brasil aparece na sétima colocação, entre países afetados por instabilidade política e ações de grupos armados. O Haiti surge logo depois, em oitavo lugar.
O Equador, por sua vez, protagonizou uma das maiores alterações do levantamento: avançou 36 posições em comparação ao ano anterior, impulsionado pela escalada do narcotráfico e pela deterioração do cenário de segurança.
Conflitos urbanos, facções e megaoperações influenciam a classificação
A forte presença de nações latino-americanas no ranking reflete, segundo a ACLED, um ambiente marcado por violência cotidiana, operações de facções criminosas, disputas territoriais tanto em áreas urbanas quanto rurais, além de motins em presídios e sequestros, que colocam civis em risco.
No caso brasileiro, o índice destaca problemas persistentes associados à violência urbana e ao fortalecimento de grupos criminosos. A ACLED cita episódios de grande impacto, como a megaoperação no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos.
No Equador, o agravamento da crise de segurança levou o governo a decretar estado de exceção e a mobilizar as Forças Armadas. Facções assumiram o controle de presídios e expandiram sua atuação para as ruas, afetando o cotidiano da população e prejudicando o turismo.
Comparação internacional: guerras civis x violência organizada
A entidade explica que países como Palestina, Síria e Mianmar aparecem no topo devido a guerras civis e conflitos políticos de alta intensidade. Já as nações latino-americanas entram no ranking por motivos distintos: violência organizada, fragilidade institucional, narcotráfico e elevada letalidade em confrontos urbanos.
O relatório reforça que a região precisa aprimorar políticas públicas para conter o avanço de grupos armados, reduzir riscos à população e enfrentar a desestabilização provocada pela criminalidade.
Ranking dos 10 países mais perigosos do mundo em 2025 (ACLED)
- Palestina
- Mianmar
- Síria
- México
- Nigéria
- Equador
- Brasil
- Haiti
- Sudão
- Paquistão



