O Brasil registrou 1.328 mortes e 23.430 pessoas infectadas por coronavírus nesta segunda-feira (13), de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados podem variar de acordo com as informações divulgadas por prefeituras e pelos Estados. A taxa de letalidade é de 5,7%. No Brasil, são 111 casos a cada milhão de habitantes.
São 105 novos óbitos e 1.261 casos a mais em relação ao que foi divulgado no último domingo. Os dados não batem os recordes registrados na semana anterior. No dia 8, o Brasil registrou 2.210 casos novos em um dia.
Apesar de a comunicação que anunciou a coletiva confirmar a presença dos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Casa Civil, General Braga Netto, eles não participaram da entrevista. Somente o ministro de Justiça Segurança Pública, Sérgio Moro e a da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves conversaram com os repórteres presentes.
A ministra ressaltou os desafios dos cuidados dos povos tradicionais do Brasil. Ela anunciou um auxílio de R$ 4,7 bilhões divididos em prevenção e atendimento de saúde, repasses do Bolsa Família e auxílio emergencial (R$600) e cestas básicas com kits de higiene.
— Falar com povos indígenas sobre coronavírus requer todo um cuidado, uma atenção especial. Temos que entender as especificidades de cada povo — comentou Damares, citando como exemplo rituais funerários da etnia ianomani, que não poderão ocorrer no caso de um jovem de 16 anos vítima de covid-19, por risco de ampliar a contaminação, e mandou um recado:
— Vocês não estão sozinhos, vocês não ficarão para trás. Podem falar diretamente conosco de forma gratuita através do disque 100 em busca de ajuda, denunciando violação de direitos. 24 horas por dia os ministérios à disposição dos povos tradicionais no enfrentamento ao coronavírus.
Sérgio Moro destacou a queda nas estatísticas de acidentes nos últimos 30 dias, em comparação ao mesmo período de 2019. Segundo o ministro, rodovias federais registraram 28% menos acidentes, 23% menos acidentes graves. Tais acidentes vitimaram 7% menos e feriram 30% menos pessoas. Além disso, roubos a carga caíram 19% e a ônibus 49%. Moro diz que os números refletem uma menor circulação de veículos nas estradas.
— Tem um efeito salutar no sentido de diminuir a pressão de atendimento médico inclusive em UTI dessas pessoas que sofrem infelizmente esses acidentes — analisou.
(Informações GauchaZH)



