A BRF, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciaram nas últimas horas a assinatura de um acordo de leniência fruto das investigações em torno da Operação Carne Fraca, de 2017 – um esquema de corrupção que envolveu os maiores frigoríficos do País e o Ministério da Agricultura.
A dona de marcas como Sadia e Perdigão se comprometeu a pagar R$ 583,977 milhões ao Tesouro e a aperfeiçoar o programa interno de conformidade.
O valor do acordo inclui a devolução de vantagens indevidas e o pagamento de multas previstas na Lei Anticorrupção e na Lei de Improbidade Administrativa.
O montante deverá ser pago pela BRF à União em 5 (cinco) parcelas anuais, com início em 30 de junho de 2023. O acordo vinha sendo negociado desde 2018.
Um dos pilares seria o pagamento de propinas a agentes públicos em troca da emissão de certificados de qualidade adulterados. A empresa voltou a entrar na mira da Polícia Federal (PF) na Operação Trapaça, desdobramento da Carne Fraca em 2018. (Estadão)




