Butantan envia à Anvisa pedido de ‘uso emergencial’ da CoronaVac

Política

Na quinta-feira (7), o Governo de São Paulo afirmou que foi encaminhado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de uso emergencial da CoronaVac. Conforme o governo, a vacina contém 78% de eficácia na terceira fase de testes, com cerca de 13 mil voluntários brasileiros. O resultado final do estudo sobre a eficácia é a última etapa necessária para que a Anvisa analise o pedido de autorização de uso da vacina na população brasileira.

De acordo com a agência, a equipe técnica do Instituto Butantan apresentou na quinta-feira (7) informações sobre a eficácia e segurança da vacina, porém, o pedido ainda não apresentou resposta. O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirma que será realizada uma reunião, que é fundamental para o pedido, será realizada nas próximas horas.

Conforme a Anvisa, o prazo é de dez dias para analisar a eficácia do imunizante. Porém, a avaliação do pedido de registro definitivo pode ser realizada em até 60 dias. No início de dezembro, as regras para a autorização temporária de uso emergencial foram aprovadas pela Diretoria Colegiada da Anvisa, em caráter experimental em relação às vacinas contra a Covid-19.

Previsão

O governo de São Paulo acredita que o uso emergencial será liberado pela Anvisa até o dia 25 de janeiro, data estipulada no Plano Estadual de Imunização para início da vacinação, que ocorrerá para 9 milhões de pessoas que estão nos grupos prioritários.

Caso a vacina receba a aprovação, as primeiras doses serão aplicadas em profissionais da saúde, indígenas e quilombolas, além de idosos com mais de 60 anos.

‘Lei Covid’

A permissão da vacinação pela Anvisa pode ocorrer por dois caminhos. A primeira forma, é por meio dos dois tipos de registro (tradicional ou emergencial). A segunda possibilidade seria a “Lei Covid”, aprovada na Câmara dos Deputados, que possibilita o uso se o imunizante tiver aval expedido por uma agência do exterior, independentemente se tiver ou não o registro da Anvisa. (Com informações do G1)