A alta nos preços dos alimentos foi a principal vilã da inflação de 2024, que registrou um acumulado de 7,69%, segundo o IPCA. Embora o índice mostre os percentuais das altas, um estudo realizado com 40 milhões de notas fiscais revela o impacto real para o consumidor.
O levantamento da Neogrid, de inteligência de mercado, comparou os preços dos alimentos entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024. A maior alta registrada foi a do café em pó e em grãos, que teve um aumento de 46,1%. O preço médio do café subiu de R$ 36,89 em dezembro de 2023 para R$ 53,90 em dezembro de 2024. Esse aumento expressivo reflete a pressão nos preços devido a fatores internos e externos, como o custo de produção e as variações no mercado global.
Além do café, outros produtos que registraram aumentos significativos de preço em dezembro de 2024, comparado ao mesmo mês de 2023, incluem:
- Óleo: O preço médio subiu de R$ 7,12 para R$ 9,79. Esse aumento está relacionado a uma oferta reduzida no mercado interno e à valorização do dólar, que favoreceu a exportação.
- Carne Suína: O preço médio aumentou 35,0%, passando de R$ 15,40 para R$ 20,79, impulsionado pela demanda interna aquecida e pela procura externa.
- Ovos: O preço médio subiu 31,2%, passando de R$ 0,69 para R$ 0,91, refletindo a pressão da inflação sobre os custos de produção.
- Carne Bovina: O preço médio teve um aumento de 24,2%, subindo de R$ 32,83 para R$ 40,77. A alta é resultado da grande demanda pela exportação e da falta de boi gordo disponível para o abate.



