Câmara aprova que o Coaf saia do ministério da Justiça e volte para o da Economia

Política

Brasília – O governo sofreu uma derrota e conquistou uma vitória na votação da Medida Provisória 870 esta noite: os deputados aprovaram a redução de 29 para 22 ministérios proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas mantiveram o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) fora pasta de Sergio Moro (Justiça). Agora, a MP seguirá para o Senado, onde deverá ser votada na próxima semana. A MP, que trata da reestruturação do governo, precisa ser aprovada até 3 de junho, ou perderá a validade.

Por 228 votos a 210, os deputados aprovaram que o Coaf volte para a pasta a que pertencia originalmente – o ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes. Quatro deputados se abstiveram. O resultado impõe uma derrota a Moro, que havia defendido publicamente que o Coaf fique sob seu comando. Em nota, o ministro afirmou que o revés “faz parte do debate democrático”. “Sobre a decisão da maioria da Câmara de retirar o Coaf do Ministério da Justiça, lamento o ocorrido. Faz parte do debate democrático. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o plano de fortalecimento do Coaf”, afirmou Moro logo após o resultado.

Foi o Coaf que identificou movimentações atípicas por parte de assessores do senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente da República. O PSL, do presidente, o Podemos, o Pros, o Cidadania, o Novo e o PV orientaram o voto dos parlamentares para que o Coaf permanecesse com Moro. Os demais partidos ou orientaram o voto para mudar o órgão de lugar ou liberaram os deputados.