Capinzal comemora 73 anos nesta quinta-feira (17); Piratuba na sexta (18)

Geral

Dois municípios do Baixo Vale do Rio do Peixe estão de aniversário, nesta semana. Capinzal, que sedia a comarca, completa nesta quinta-feira (17) seus 73 anos de emancipação político-administrativa.

HISTÓRIA

 Nos anos de 1840, Jesuíno de Matos requereu as primeiras terras do Governo Imperial para colonizar a área. Estas terras chamavam-se Campo Bonito, que depois foram vendidas para outros colonizadores como: João da Silva Machado, Barão de Antonina e Manoel Lopes de Abreu. Grande parte delas hoje constituema parte física e geográfica de Capinzal.

 ORIGEM DO NOME

 Antonio Lopes foi a São Paulo levar gado onde ofereceram sementes de capim para plantar pastagens para os animais. Retornando lançou a semente na terra, às margens do Rio do Peixe e de outro rio sem denominação na época, o qual passou a ser chamado Rio Capinzal devido os capins que aqui foram semeados.

 Em 1914 ocorreu a criação do Distrito Rio Capinzal. Em 1948 perdeu a denominação do Rio e ficou apenas Capinzal.

 Com a criação do Distrito de Capinzal, era o quinto Distrito do Município de Campos Novos, mas também era de Porto União ao Rio de Peixe o que tinha maior arrecadação, e era governado pelo Intendente Distrital nomeado pelo Prefeito de Campos Novos.

 Pela Lei 249 de 30/12/1948, Capinzal emancipou-se. Em 17 de fevereiro de 1949 foi instalado como Município, sendo nomeado como primeiro Prefeito Antonio de Pádua Pereira. Hoje já se passaram 69 anos…

 O Município de Capinzal teve dois momentos: antes da instalação da Perdigão (hoje BRF) e depois da instalação da Perdigão, que ocorreu em 1980.

 Localizado no baixo vale do Rio do Peixe, está o belo município de Capinzal. Um povo hospitaleiro que tem sua colonização arraigada na descendência italiana. Um Município próspero que impulsiona as riquezas e alavanca o desenvolvimento do meio oeste catarinense.

 Possui educação de qualidade, do ensino infantil, ao ensino técnico e à universidade. O atendimento público à saúde funciona 24 horas e o transporte coletivo urbano, operado diretamente pelo Município, é um dos mais baratos do Brasil.

 Com sua economia baseada na indústria e na agropecuária, desenvolveu um comércio próspero e muito receptivo. Sua indústria e agropecuária são destaques nacionais e é sede de uma das maiores agroindústrias do país. As indústrias do setor meta mecânico estão em franco desenvolvimento e já fazem de Capinzal referência nacional, além do potencial do ramo madeireiro que mostra-se presente desde a colonização. Estas modernas indústrias canalizam sua produção para o mercado interno e para as exportações, gerando empregos, renda e desenvolvimento.

 Situado no corredor turístico regional, Capinzal inclui em seu roteiro alguns monumentos ímpares, como a Igreja Matriz São Paulo Apóstolo, cartão postal da cidade, cuja abóbada é réplica da Basílica de São Pedro, no Vaticano e a Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza, construída em 1932, com vão livre central de 84,5m, sobre o Rio do Peixe, que liga ao município de Ouro.

 O turismo de eventos é marcado pelo Aniversário do Município, em 17 de fevereiro, comemorado com bolo, que aumenta um metro a cada ano acompanhando a idade da cidade.

Na sexta-feira (18), Piratuba, a terra das águas termais, município destaque também pela sua completa rede hoteleira, comemora os 73 anos.

HISTÓRIA

A saga de surgimento e desenvolvimento da pequena vila nascida no entorno da Estação Rio do Peixe, a qual deu origem a Piratuba, pode ser contada de diversas maneiras. O ponto comum de tantas histórias é certamente a construção da Ferrovia São Paulo – Rio Grande, inaugurada em 17 de dezembro, de 1910.

O natural processo de colonização, com a vinda de imigrantes europeus, de diversas etnias, saídos das Colônias Velhas Gaúchas, especialmente das de Montenegro-RS, e regiões do Vale do Caí, trouxe o desenvolvimento para uma região coberta por uma densa floresta, chamada de ombrófila mista.

A extração madeireira, o início da agroindústria e a descoberta de água termal, são acontecimentos que integram-se à construção da maior usina hidrelétrica catarinense, na construção de uma sólida trajetória, na cidade turística do interior catarinense.

Tida como uma reserva de terras, pertencentes ao então município de Campos Novos, a colonização do território que compreende o município de Piratuba, passou necessariamente, pela recepção e pernoite de viajantes e colonos recém-chegados ao velho casarão hoteleiro do Centro Histórico da cidade.

A gare da Estação Rio do Peixe, é testemunha fiel das chegadas e partidas ou até mesmo passagem de personalidades como Theodore Roosevelt, em viagem para a Argentina, país de onde partiu Evita Perón, em direção à São Paulo. A Vila Rio do Peixe acompanhou ainda a passagem do comboio de Getúlio Vargas rumo ao Rio de Janeiro, em 1930.

Histórias do passado, que se fundem com a atualidade, num ir e vir de lembranças, que simbolizam nossa diversidade cultural, que além de imigrantes alemães, italianos, e portugueses, também receberam franceses, ucranianos, espanhóis, austríacos, russos e tantos outros perfis étnicos.
Do Picadão de Hipólito Souza, o colono caboclo que teria tido um dos primeiros carros do município, aos parreirais de Carino Faé da Linha Gamela e as lições ensinadas pelos professores Magno Azeredo, Constante e Osvaldo Cuca, tudo está perfeitamente integrado à linha da memória, de diversas gerações.

Dos tradicionais eventos no Clube União, ao transporte ferroviário, as linhas de ônibus dos Irmãos Hoppen, passando pela Fecularia Ipirense e a Marcenaria de Edmundo Wolfart, a Olaria Klein, ao Armarinhos Dietzel e os empreendimentos das famílias Luersen, o que não faltam, são histórias conectando os Laticínios Carlos Kappes Filho aos negócios de Oscar Freitag e o dos Irmãos Poletto.

Certamente a mais importante indústria regional de todos os tempos, é lembrada até a atualidade como a Industrial e Mercantil Ipira S.A. afinal, o velho prédio do antigo frigorífico, o qual teria sido construído sobre um antigo cemitério, resiste aos intemperes, marcando a história local, como cartão de entrada da Capital Turística.

Os moradores mais velhos são daquele tempo… Em que a abertura de uma conta ou uma simples operação financeira tinha como endereço, o Banco Inco, o qual ficava na Avenida 18 de Fevereiro, nº 16.

Em 2022, ao completarmos 73 anos de emancipação político-administrativa, as reminiscências dos mais velhos, nos trarão a certeza, de que para se chegar até aqui, foi preciso integrar à essa história, mais de um século de labor e sacrifícios, enfrentadas pelos antepassados dos que aqui estão.
É, visto desta forma, dá pra perceber como as forças de Deus, foram generosas com nossa gente, tanto que um ex-morador daqui, é considerado santo pela Igreja Católica: Natural de Düsseldorf, na Alemanha,  Humberto Linden Jr. , o Frei Bruno, foi um dos mais carismáticos párocos que passaram pelo distrito de Esteves Júnior, enquanto a comunidade pertencia à Piratuba.

A trajetória histórica da Capital Turística, pode ser conhecida e recordada em uma visita à Casa da Memória, onde um vasto acervo de fotos e objetos épicos, recriam o cenário da colonização local. O espaço fica aberto de segunda à sexta em horário de funcionamento dos setores públicos municipais.

Afinal, relembrar uma história secular em poucos parágrafos, é a firme esperança de que muito mais que reviver o passado, é preciso sonhar o futuro e garantir espaço para que milhares de sagas sejam vividas e contadas por aqueles que ainda integrarão o cotidiano da linda Piratuba!

Termas de Piratuba