Carlos Bolsonaro renunciou ao mandato de vereador do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (11). Ele anunciou que deixará a capital fluminense para disputar o Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026, decisão que, além de encerrar um ciclo de 24 anos no legislativo carioca, também redefine sua estratégia eleitoral.
Despedida no plenário
Logo no início da sessão, Carlos comunicou a renúncia e afirmou que sai em busca de um novo desafio. Ele destacou que encerra sua trajetória no Rio com gratidão e, ao mesmo tempo, com a convicção de que precisa avançar para uma nova missão política. Assim, a despedida provocou aplausos, emocionou apoiadores e confirmou previsões de bastidores que já indicavam sua saída.
Mudança para Santa Catarina
O agora ex-vereador deve transferir seu domicílio eleitoral para a região da Grande Florianópolis. A expectativa é de que ele concentre esforços na construção de uma base sólida no estado, onde o bolsonarismo mantém forte presença. Ele também tenta articular alianças internas no partido, especialmente com lideranças locais que já se movimentam para a eleição de 2026.
Disputa interna no PL catarinense
A entrada de Carlos na corrida pelo Senado mexe com o tabuleiro político regional. O PL de Santa Catarina vinha debatendo nomes locais para a disputa e agora precisa reorganizar o cenário com a chegada do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de gerar atritos, aliados avaliam que a presença dele pode ampliar a força da sigla no estado e fortalecer a estratégia nacional do grupo.
Trajetória e próximos passos
Carlos Bolsonaro foi eleito pela primeira vez em 2000, aos 17 anos, e tornou-se um dos vereadores mais jovens da história do país. Permaneceu no cargo por sucessivos mandatos, mantendo atuação intensa nas redes sociais e no debate político. Com a renúncia, ele entra de vez no planejamento da pré-campanha ao Senado e deve intensificar a presença em Santa Catarina nas próximas semanas.
A movimentação abre um novo capítulo em sua trajetória e reorganiza o cenário político catarinense. A disputa promete ser acirrada e pode redesenhar forças dentro e fora do PL.





