A Justiça revogou a prisão de dois investigados no chamado caso do refrigerante adulterado, em Santa Cecília, no Meio-Oeste catarinense.
Conforme a defesa, ambos vão responder ao processo em liberdade, com aplicação de medidas cautelares. A decisão ocorre durante a fase de instrução, marcada por audiências e oitiva de testemunhas.
Caso do refrigerante adulterado tem reviravolta com decisão da Justiça
A audiência de instrução teve início na segunda-feira (20) e se estendeu por mais de 9 horas, com mais de 20 testemunhas ouvidas. O processo tramita na comarca de Santa Cecília e segue em segredo de justiça.
Os trabalhos foram suspensos e retomados nesta quinta-feira (23), para os interrogatórios dos réus.
Justiça explica revogação da prisão
Segundo o Judiciário, a medida havia sido decretada inicialmente para garantir a produção de provas, diante do risco de interferência nas investigações, como possível influência sobre testemunhas ou ocultação de elementos.
Com a conclusão da coleta de provas orais, o juízo entendeu que não permanecem os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva. Dessa forma, os investigados passam a responder ao processo em liberdade.
Medidas cautelares foram impostas
Apesar da soltura, a Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de contato com vítimas e testemunhas, a vedação de aproximação dos envolvidos e do local dos fatos, além do uso de tornozeleira eletrônica.
O processo segue em tramitação e entra agora na fase de diligências complementares. Na sequência, devem ser apresentadas as alegações finais.
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão após 11 funcionários de uma unidade básica de saúde apresentarem sintomas de intoxicação após consumirem refrigerante adulterado, em outubro do ano passado.
Entre os atingidos estavam profissionais de saúde e funcionários do local, que relataram sonolência intensa, náuseas, vômitos e lapsos de memória.
Investigações da Polícia Civil apontaram a presença de clonazepam, medicamento de uso controlado, na bebida. A substância foi encontrada também durante buscas na casa de uma das suspeitas.
De acordo com a apuração, a mulher investigada é parente de um ex-servidor da unidade, que havia sido afastado após denúncias de importunação sexual. A polícia ainda trabalha para esclarecer a motivação e confirmar a autoria do crime. (ND+)
Investigações da Polícia Civil apontaram a presença de clonazepamFoto: Artur Canfil



